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Respeito pela soberania popular nos move a defender transparência na Venezuela, diz Lula no Chile

Gabriel Boric, por sua vez, optou por não comentar o processo eleitoral venezuelano

Respeito pela soberania popular nos move a defender transparência na Venezuela, diz Lula no Chile
Respeito pela soberania popular nos move a defender transparência na Venezuela, diz Lula no Chile
05.08.2024 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de chegada ao Palácio de La Moneda, na Praça da Constituição. Santiago - Chile. Foto: Ricardo Stuckert / PR
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O presidente Lula (PT) afirmou ter discutido o processo eleitoral da Venezuela em uma reunião bilateral com o presidente chileno, Gabriel Boric, nesta segunda-feira 5. Em declaração à imprensa após o encontro, o petista voltou a pedir  transparência nos resultados do pleito.

Segundo o Conselho Nacional Eleitoral, Nicolás Maduro foi reconduzido à Presidência venezuelana com 51% dos votos. O resultado, porém, é alvo de contestações por parte da oposição e de organismos internacionais.

“O respeito pela tolerância, o respeito pela soberania popular é o que nos move a defender a transparência dos resultados. O compromisso com a paz é o que nos leva a conclamar as partes aos diálogos e promover o entendimento entre governo e oposição”, disse Lula, em Santiago.

Durante seu pronunciamento, Boric não mencionou o tema. Logo após o anúncio da vitória de Maduro, em 29 de julho, o chileno foi às redes sociais para dizer que não reconhecia o desfecho e exigir a apresentação das atas de votação. Em reação, viu os diplomatas chilenos serem expulsos de Caracas, gesto que representa um esgarçamento na relação entre os países.

À imprensa, o presidente do Chile optou por ressaltar as alianças comerciais com o Brasil.”Essa visita é sobre a relação entre Chile e Brasil. Sei que poderá haver perguntas sobre outros temas, em particular em relação à Venezuela. Vou me referir a isso amanhã à tarde.”

Lula desembarcou em Santiago na noite de domingo e deve permanecer no país até esta terça-feira. A viagem, cujo objetivo é celebrar acordos entre os países, deveria ter ocorrido em maio, mas foi adiada por causa das enchentes no Rio Grande do Sul.

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