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Relação entre Colômbia e EUA ‘será relançada’ com visita de Petro, diz chanceler
O mandatário republicano chegou a acusar o seu par colombiano, ex-guerrilheiro, de ser um ‘líder do narcotráfico’
A relação entre Colômbia e Estados Unidos “será relançada” com a visita do presidente Gustavo Petro a seu par Donald Trump na Casa Branca na terça-feira 3, declarou a ministra das Relações Exteriores colombiana, Rosa Villavicencio.
O encontro marcará um ponto de virada na conturbada relação entre Petro e Trump, dois mandatários conhecidos por suas declarações explosivas.
A relação “será relançada” com esta reunião e trará “avanços muito importantes no [aspecto] social, no bom entendimento diplomático e também no econômico, para a região”, disse Villavicencio à imprensa após sua chegada a Washington.
“Viemos com esse espírito”, acrescentou a chanceler ao lado do ministro da Defesa, Pedro Sánchez.
“A mensagem é clara: as nações ganham e os criminosos perderão” com este encontro, acrescentou Sánchez.
Expoente da esquerda latino-americana, Petro chegou a ficar sem visto para entrar nos Estados Unidos após sua controversa passagem pela Assembleia Geral da ONU em setembro de 2025, quando incentivou os americanos a enfrentarem Trump.
O mandatário republicano chegou a acusar o seu par colombiano, ex-guerrilheiro, de ser um “líder do narcotráfico” e advertiu que ele deveria “cuidar do seu traseiro” se não quisesse que a Colômbia tivesse o mesmo destino da Venezuela.
Um telefonema destravou a situação e ambos anunciaram o encontro, que está sendo conduzido com discrição.
Até o momento, a Casa Branca não informou se a reunião terá qualquer tipo de interação com a imprensa.
O presidente da Colômbia tem uma coletiva de imprensa prevista ao fim da visita à Casa Branca.
Petro, que termina seu mandato este ano, ficará quatro dias em Washington. nos quais terá reuniões com congressistas, será recebido na Organização dos Estados Americanos (OEA) e fará uma palestra na Universidade de Georgetown.
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