Mundo

Quatro estados dos EUA denunciam ‘desinformação perigosa’ do governo federal sobre vacinas

Para seu segundo mandato, Trump nomeou como secretário de Saúde Robert Kennedy Jr., conhecido antivacinas e conspiracionista

Quatro estados dos EUA denunciam ‘desinformação perigosa’ do governo federal sobre vacinas
Quatro estados dos EUA denunciam ‘desinformação perigosa’ do governo federal sobre vacinas
Donald Trump. Foto: ANTHONY WALLACE / AFP
Apoie Siga-nos no

A Califórnia, junto com outros três estados, denunciou nesta terça-feira 25 que “a desinformação perigosa” propagada pelo governo de Donald Trump sobre um suposto vínculo entre vacinas e autismo “ameaça a segurança sanitária” dos Estados Unidos.

Para seu segundo mandato, Trump nomeou como secretário de Saúde Robert Kennedy Jr., conhecido antivacinas e conspiracionista. Entre as ideias que ele apoia estão a de que a covid-19 foi criada para não afetar “os judeus asquenazes e os chineses” e que a aids não é causada pelo HIV.

Apelidado de RFK Jr., o septuagenário realizou uma reestruturação nas agências de saúde americanas, com demissões e cortes orçamentários. Ele também prometeu investigar o que chama de “uma epidemia” de autismo.

Os Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), a principal agência de saúde dos Estados Unidos, atualizaram na semana passada seu site com uma menção ao vínculo entre o uso de vacinas e autismo.

Alguns especialistas acusam o governo Trump de ignorar a ciência, como “na Idade Média”.

A Califórnia, Oregon, Havaí e Washington se somaram nesta terça-feira aos críticos.

Esses quatro estados governados por democratas, que formaram em setembro uma “aliança sanitária”, disseram estar “profundamente preocupados” com o rumo dos CDC e recomendam que o calendário de vacinação infantil seja respeitado.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo