Mundo
Protestos contra o adiamento das eleições no Senegal registram 3 mortes
A embaixada dos Estados Unidos no país convocou ‘todas as partes a agirem de forma pacífica e comedida’
Um jovem morreu depois de ser ferido no sábado 10 em confrontos durante uma manifestação no Senegal, elevando para três o número de mortos desde o início da crise devido ao adiamento das eleições presidenciais, informaram fontes médicas neste domingo 11.
O jovem, identificado como Landing Camara, de 16 anos, “recebeu um projétil na cabeça e morreu ontem à noite devido aos ferimentos na unidade de terapia intensiva”, disse à agência AFP o chefe de um hospital em Ziguinchor, reduto do líder opositor preso Ousmane Sonko, no sul do país.
“Houve vários feridos graves durante as manifestações e um morreu. Ele foi baleado na cabeça”, afirmou Abdou Sané, coordenador local do partido de oposição Pastef.
O adolescente é a terceira pessoa a morrer desde o início dos protestos. Dois jovens, de 22 e 23 anos, morreram na sexta-feira 9 em manifestações em Dakar e Saint Louis, no norte do país.
Em uma mensagem publicada nas redes sociais, a embaixada dos Estados Unidos no Senegal convocou “todas as partes a agirem de forma pacífica e comedida”. “Continuamos pedindo ao presidente Sall que restabeleça o calendário eleitoral, restaure a confiança e acalme a situação”, acrescentou.
O Senegal está imerso em uma grave crise política desde que o presidente, Macky Sall, anunciou na semana passada o adiamento das eleições para designar o seu sucessor, inicialmente marcadas para 25 de fevereiro.
Sall justificou a medida devido à disputa entre a Assembleia Nacional e o Conselho Constitucional pela impugnação de alguns candidatos.
Os deputados investigam dois juízes do Conselho, cuja integridade no processo eleitoral foi colocada em causa.
O Parlamento senegalês aprovou na segunda-feira um adiamento para 15 de dezembro, com os votos do bloco presidencial e dos apoiadores de um candidato impugnado.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Trump celebra fracasso de lei sobre crise migratória e promete deportação em massa
Por AFP
Papa Francisco e Milei se abraçam no Vaticano
Por AFP
Polícia prende quase 40 extremistas de direita em Paris
Por AFP


