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Projeto que propõe eleições antecipadas em Israel avança no parlamento
Se a medida for aprovada, as eleições antecipadas devem ser realizadas em até 90 dias
Avançou nesta quarta-feira 20 o projeto de lei apresentado pela coalizão governista do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que dissolve o Parlamento e abre caminho para eleições antecipadas. Foram 110 votos a favor e nenhum contra no parlamento israelense.
O projeto agora seguirá para uma comissão antes de passar por mais três votações. Se o texto for aprovado, as eleições antecipadas devem ser realizadas em até 90 dias. Atualmente, as eleições estão programadas para ocorrer até o final do mandato legislativo, em 27 de outubro.
O avanço da proposta acontece em meio a crescente pressão de partidos ultraortodoxos contra Netanyahu, que acusam o primeiro-ministro de não cumprir sua promessa de aprovar uma legislação que isentaria permanentemente os jovens de sua comunidade do serviço militar obrigatório se estivessem estudando em yeshivas, ou seminários religiosos.
Além disso, Netanyahu enfrenta a pressão de processos judiciais, já que responde há anos a um processo por corrupção. O presidente de Israel, Isaac Herzog, atua como mediador de negociações para um possível acordo judicial. A proposta poderia incluir a aposentadoria política de Netanyahu, hoje com 76 anos.
Na semana passada, o principal líder da oposição israelense, Yair Lapid, afirmou que deve disputar eleições antecipadas. “Estamos prontos”, escreveu Lapid no X, onde também se referiu à sua nova aliança, Beyahad (“Juntos”), formada com o ex-primeiro-ministro Naftali Bennett.
Bennett e Lapid têm sido críticos declarados da forma como Netanyahu conduziu as guerras do país desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.
Nenhum dos dois blocos parece capaz de formar governo, dada a fragmentação do eleitorado. Segundo uma pesquisa divulgada no último dia 12 pela emissora pública KAN, o Likud obteria 26 das 120 cadeiras da Knesset, contra as 32 do parlamento atual, enquanto o Beyahad conquistaria 25.
(Com informações da AFP).
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