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Procuradoria venezuelana pede aos EUA que reconheçam ‘falta de jurisdição’ em julgamento de Maduro

O presidente e a sua esposa, Cilia Flores, foram capturados em 3 de janeiro em uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas

Procuradoria venezuelana pede aos EUA que reconheçam ‘falta de jurisdição’ em julgamento de Maduro
Procuradoria venezuelana pede aos EUA que reconheçam ‘falta de jurisdição’ em julgamento de Maduro
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Foto: Federico Parra/AFP
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O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, pediu nesta terça-feira 6 a um juiz de Nova York que “reconheça a falta de jurisdição” do tribunal onde o presidente deposto Nicolás Maduro é julgado por narcotráfico e terrorismo, após sua captura pelos Estados Unidos.

Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados em 3 de janeiro em uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas e em outros três estados do País. O ataque deixou um saldo oficial de 55 militares venezuelanos e cubanos mortos que integravam sua equipe de segurança.

O mandatário compareceu na segunda-feira a um tribunal federal de Nova York, onde se declarou não culpado. “Sou um prisioneiro de guerra”, disse durante a audiência. Flores também se declarou não culpada.

“Quero fazer um apelo ao juiz Alvin Hellerstein para que respeite a legalidade internacional e proceda a reconhecer a falta de jurisdição do tribunal sob seu comando para julgar um mandatário de uma nação soberana”, disse Saab em um pronunciamento televisionado.

O procurador informou ainda a designação de três promotores para investigar as “dezenas de baixas de inocentes civis e militares” durante o ataque americano.

Trata-se de “crime de guerra dessa agressão inusitada contra a pátria venezuelana”, denunciou Saab.

O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, disse após o ataque que levantariam “informações referentes a feridos e mortos”.

Cuba publicou nesta terça-feira uma lista com 32 militares mortos no ataque dos Estados Unidos em Caracas. Na segunda-feira, o Exército venezuelano divulgou notas de falecimento de 23 militares mortos.

Uma organização que reúne médicos na Venezuela informou à AFP pelo menos 70 mortos e 90 feridos.

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