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Primeiro-ministro italiano nega apoio oficial a Bolsonaro

Mundo

Da correspondente da RFI na Itália, Gina Marques

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, disse nesta segunda-feira (22) que o governo da Itália “não toma partido em relação às eleições presidenciais no Brasil”. Segundo ele, o vice-premiê e ministro do Interior Matteo Salvini, ao se declarar a favor do candidato Jair Bolsonaro (PSL), falou apenas como líder de seu partido, a Liga, de extrema-direita.

“Devemos distinguir o papel dos dois vice-premiês e ministros. Tanto Matteo Salvini como Luigi Di Maio realizam atividades políticas. Mas cada um é livre para expressar seu apoio, livre para conhecer líderes políticos de outros países”, declarou Conte à RFI Brasil, durante o encontro com a imprensa estrangeira na Associazione della Stampa Estera, em Roma.

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“Essas são declarações e posições específicas desses líderes políticos”, continuou o primeiro-ministro. “Em relação às eleições no Brasil, o governo italiano não exprime nenhum aval. São eleições que o povo brasileiro vai escolher em plena autonomia, sem interferência ou influência da parte do governo italiano. Se um ministro italiano expressar simpatia ou apoio a um programa particular, faz parte da lógica política”, afirmou o primeiro-ministro.

Questionado pela RFI Brasil, o ministro da Família, Lorenzo Fontana, vice-secretário federal da Liga, aplaudiu o sucesso de Bolsonaro: “O vento identitário sopra em todo o mundo. Para frente, todos!”. O apoio ao candidato brasileiro de extrema-direita no resto do partido, no entanto, ainda é discreto.

“Go Bolsonaro”: relembre o caso

Matteo Salvini comemorou os resultados eleitorais no Brasil e os votos recebidos pelo candidato Jair Bolsonaro no dia 8 de outubro. Ele declarou o apoio ao brasileiro com comentários nas redes sociais e entrevistas.

“O Brasil também muda! Esquerda derrotada e ar fresco #goBolsonarogo”, escreveu Salvini nas redes sociais na manhã seguinte ao primeiro turno das presidenciais. Segundo o líder da Liga, a vitória da direita no Brasil segue a mesma tendência da Itália e de outros países europeus.

Em seguida, durante uma entrevista coletiva ao lado da líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, Salvini voltou a elogiar o resultado eleitoral de Bolsonaro. Para ele, este seria mais um exemplo da “revolução do bom senso, que está percorrendo toda a Europa”.

Salvini também exaltou o candidato brasileiro em uma entrevista a uma rádio da Itália. “Não entendo alguns jornalistas italianos que chamam de racista, nazista e xenófobo qualquer um que defende mais ordem e segurança para os cidadãos”, disse.

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