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Primeira mulher eleita como prefeita de Bogotá assume cargo com discurso de mudança

Claudia López abre uma nova página em um país onde historicamente governaram homens das elites conservadora e liberal

Primeira mulher eleita como prefeita de Bogotá assume cargo com discurso de mudança
Primeira mulher eleita como prefeita de Bogotá assume cargo com discurso de mudança
Prefeita de Bogotá, Claudia López. Foto: Raul ARBOLEDA / AFP
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Claudia López assumiu, nesta quarta-feira 1, a Prefeitura de Bogotá com um discurso de mudança, prometendo uma gestão focada na luta contra “o racismo, o classismo, o machismo e a xenofobia”.

A centro-esquerdista, lésbica e destaque da luta contra a corrupção na Colômbia,  é a primeira mulher eleita como prefeita da capital, epicentro dos protestos contra o governo colombiano.

Aos 49 anos, a opositora do presidente Iván Duque reivindicou sua origem humilde, “sem berço ou sobrenome”, assim como sua condição “diversa” após seu casamento com a senadora Angélica Lozano em 16 de dezembro. Claudia López também enfatizou sua eleição em um país historicamente governado por homens das elites liberais e conservadoras.

“Obrigado a todos por me acompanharem neste momento muito especial da vida, por me darem posse como a primeira mulher, mulher diversa, eleita prefeita da história de Bogotá”, disse em seu discurso de posse.

Ela descartou o protocolo tradicional da cerimônia e organizou um ato no parque Simón Bolívar, no oeste da capital colombiana. Centenas de pessoas participaram da posse e vibraram com suas palavras. Emotiva e enérgica, López convocou os moradores da cidade a construir uma cultura cidadã “com uma pedagogia da igualdade”.

Protestos

Além da prefeita da capital, também assumiram hoje os prefeitos, governadores e vereadores eleitos em 27 de outubro passado. A eleição representou uma dura derrota para o partido no poder, o Centro Democrático, nas principais cidades, como Bogotá.

Com 7 milhões de habitantes, a capital da Colômbia é o maior foco das mobilizações que ocorrem desde 21 de novembro contra o governo de direita, liderado por Duque, e exigem uma mudança de rumos. A cidade também recebe 24% do 1,6 milhão de venezuelanos que migraram devido à crise em seu país.

A prefeita apresentou uma “agenda de mudanças” para seus quatro anos de governo, centrada no combate à falta de segurança, aos engarrafamentos, à promoção de empregos e educação gratuitos e de qualidade. Em sintonia com sua plataforma ambiental, Claudia López ainda prometeu “esverdear a cidade”.

“Bogotá, muito obrigada por confiar a mim seu presente e seu futuro. Prometo honrar essa confiança e dar tudo de mim para que nossa Bogotá seja, nos próximos quatro anos, uma cidade mais cuidadora, inclusiva e sustentável”, prometeu.

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