Mundo
Presidente do Irã diz que continuidade de ataques de Israel no Líbano sabota negociações de paz
‘O Irã nunca abandonará os seus irmãos e irmãs libaneses’, afirmou Masoud Pezeshkian
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, alertou nesta quinta-feira 9 que os contínuos ataques de Israel contra o Líbano, apesar do acordo de cessar-fogo anunciado nesta semana entre Washington e Teerã, “tornarão as negociações inúteis”.
O alerta do chefe de Estado iraniano foi feito pouco depois de o Paquistão ter confirmado que delegações de ambos os países se vão reunir na sexta-feira em Islamabad para tentar chegar a um acordo final.
“As repetidas agressões da entidade sionista [como o regime iraniano se refere a Israel] contra o Líbano são uma violação flagrante do acordo inicial de cessar-fogo e um sinal perigoso de engano e falta de compromisso com um possível acordo” de paz, afirmou o presidente iraniano nas redes sociais, em referência ao conflito no Líbano, que tem ocorrido paralelamente à guerra no Irã.
As forças israelenses lançaram uma intensa série de bombardeios na quarta-feira, que fez mais de 200 mortos e mil feridos em território libanês e provocaram cenas de destruição e caos em Beirute.
“A continuação destes ataques tornará as negociações inúteis”, afirmou, na mensagem publicada nas redes sociais.
“Os nossos dedos continuam no gatilho. O Irã nunca abandonará os seus irmãos e irmãs libaneses”, avisou, num contexto de plena condenação internacional dos ataques israelenses, que começaram na quarta-feira e continuam hoje.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, anunciou um cessar-fogo no Irã na terça-feira, após os seus esforços de mediação, afirmando que “o Irã e os Estados Unidos, juntamente com os seus aliados, concordaram com um cessar-fogo imediato em todos os lugares, incluindo o Líbano e outros países”.
No entanto, Israel alegou pouco depois que o Líbano não estava incluído no acordo e lançou a sua maior onda de bombardeios contra o país, deixando pelo menos 200 mortos e 890 feridos.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Levitt, reiterou posteriormente que o Líbano não fazia parte do acordo, no meio de críticas e avisos do Irã, que recordou a mensagem publicada por Sharif, líder dos esforços de mediação para pôr fim ao conflito.
Teerã salientou que o Líbano é especificamente mencionado, apesar das declarações subsequentes de Israel e dos Estados Unidos.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



