Mundo
Presidente da África do Sul acusa Israel de ‘crimes de guerra’ e ‘genocídio’
“A punição coletiva de Israel aos civis palestinos por meio do uso ilegal da força é um crime de guerra”, declarou Ramaphosa
O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, acusou Israel nesta terça-feira (21) de cometer “crimes de guerra” e “genocídio” em Gaza, durante declarações preliminares à reunião de cúpula extraordinária do grupo dos Brics, segundo a Presidência sul-africana.
“A punição coletiva de Israel aos civis palestinos por meio do uso ilegal da força é um crime de guerra”, declarou Ramaphosa.
“A rejeição deliberada de fornecer medicamentos, combustível, comida e água aos habitantes de Gaza equivale a um genocídio”, acrescentou.
Ramaphosa pediu um cessar-fogo “imediato e total” e o envio de uma força rápida da ONU para “monitorar o fim das hostilidades e proteger os civis”.
Pretória anunciou, ontem, essa reunião extraordinária do grupo Brics, cujos países-membros defendem um maior equilíbrio mundial, menos influenciados por Estados Unidos e União Europeia.
Também devem participar da cúpula os líderes de seus seis novos membros (Arábia Saudita, Argentina, Egito, Etiópia, Irã e Emirados Árabes Unidos), que devem ingressar no grupo a partir de janeiro.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



