Mundo
Presidenta venezuelana diz que EUA começou a desbloquear fundos congelados por sanções
Em 2022, Nicolás Maduro estimou que os fundos bloqueados pelas sanções internacionais equivaliam a cerca de 30 bilhões de dólares
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, informou que os Estados Unidos começaram a desbloquear fundos congelados do País, como parte de uma “agenda de trabalho” com o governo do presidente Donald Trump.
Sanções internacionais provocaram o bloqueio de recursos pertencentes à Venezuela, aos quais o País agora pode ter acesso graças a acordos firmados entre a presidência interina e os Estados Unidos após a captura de Nicolás Maduro em uma incursão militar no dia 3 de janeiro.
“Estamos desbloqueando recursos da Venezuela, que pertencem ao povo da Venezuela. Estamos desbloqueando esses recursos e isso vai permitir que possamos investir recursos importantes em equipamentos para os hospitais, equipamentos que estamos adquirindo nos Estados Unidos e em outros países”, disse Rodríguez em um pronunciamento na televisão estatal VTV.
A presidente interina não especificou o montante dos fundos desbloqueados.
“Reafirmo o que disse o presidente Donald Trump: estabelecemos canais de comunicação de respeito e de cortesia, tanto com o presidente dos Estados Unidos quanto com o secretário [de Estado Marco] Rubio, com os quais estamos estabelecendo uma agenda de trabalho”, afirmou ela.
O agora deposto Maduro estimou, em 2022, que os fundos bloqueados pelas sanções internacionais equivaliam a cerca de 30 bilhões de dólares (R$ 157 bilhões).
Desde que assumiu a presidência interina em 5 de janeiro, Rodríguez fechou acordos energéticos com os Estados Unidos.
Trump afirmou que administrará os negócios petrolíferos da Venezuela; no entanto, Rodríguez ressalta que seu governo não obedece a fatores externos.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.



