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Portugal: Parlamento rejeita Orçamento e país deve ter eleições antecipadas

O premier António Costa, do Partido Socialista, sinalizou que não renunciaria, mesmo em caso de derrota parlamentar

O premiê de Portugal, António Costa. Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP
O premiê de Portugal, António Costa. Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP
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O Parlamento de Portugal rejeitou, na tarde desta quarta-feira 27, a proposta do governo para o Orçamento de 2022. Com isso, o presidente Marcelo Rebelo de Sousa tende a convocar eleições legislativas antecipadas.

Siglas que sustentaram o governo até 2019, como o Partido Comunista Português e o Bloco de Esquerda, já haviam se manifestado contra a proposta, considerada tímida. A oposição de direita também rechaçou o plano. Foram 117 votos contrários, 108 a favor e cinco abstenções.

O premier António Costa, do Partido Socialista, sinalizou que não renunciaria, mesmo em caso de rejeição do Orçamento. Também pode se lançar como candidato nas eleições antecipadas.

“Fiz tudo o que estava ao meu alcance para assegurar a viabilidade deste Orçamento sem aceitar o que, em boa consciência, não acredito que o país possa suportar”, disse Costa no final da sessão desta quarta. “A última coisa de que Portugal precisa é de uma crise política neste momento e nestas circunstâncias.”

Costa ainda cutucou a esquerda. “Com quem querem estar? Querem estar com o governo do Partido Socialista ou querem se somar à direita contra o governo do PS?”, questionou.

A se confirmar a antecipação, as próximas eleição devem acontecer apenas em janeiro.

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