Mundo

Por decreto, Milei amplia as atividades consideradas ‘essenciais’ e limita direito à greve

A gestão do ultraliberal tem sido alvo de greves gerais desde que chegou ao poder, em 2023

Por decreto, Milei amplia as atividades consideradas ‘essenciais’ e limita direito à greve
Por decreto, Milei amplia as atividades consideradas ‘essenciais’ e limita direito à greve
O presidente da Argentina, Javier Milei. Foto: Arquivo/AFP
Apoie Siga-nos no

O presidente da Argentina, Javier Milei, publicou um decreto nesta quarta-feira 21 para limitar o direito a greve no País. O texto eleva o número de serviços considerados essenciais e obriga os setores a manterem um mínimo de 75% de atividades.

No decreto, o ultraliberal incorporou o transporte de pessoas, educação e telecomunicações na lista das áreas obrigadas a manter a prestação de serviço com 75% dos trabalhadores, mesmo durante uma greve.

Além disso, em um dos artigos, o decreto cria a figura das atividades consideradas de “importância transcendental”, que impõe a obrigação de manter um mínimo de 50% durante os dias de greve. Entre os setores inclusos nesta segunda categoria estão indústrias, bancos, lojas e restaurantes.

O decreto inicialmente focava na emergência nacional do setor marítimo, mas incluiu a limitação a mobilização dos trabalhadores. A gestão Milei tem sido alvo de greves gerais desde que chegou ao poder, em 2023.

A Confederação Geral do Trabalho (CGT), a principal central sindical do País, se manifestou contra a manobra do presidente. Segundo a organização, o governo “tenta suprimir o direito à greve na Argentina com uma canetada e sem debate ou análise prévia”.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo