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Polícia britânica libera ex-embaixador vinculado a Epstein após o pagamento de fiança

Peter Mandelson foi preso por suspeita de vazar informações confidenciais ao criminoso sexual

Polícia britânica libera ex-embaixador vinculado a Epstein após o pagamento de fiança
Polícia britânica libera ex-embaixador vinculado a Epstein após o pagamento de fiança
Peter Mandelson (dir.) é mais um importante membro do Poder no Reino Unido afetado pelo caso Epstein. Fotos: Handout and CARL COURT / New York State Sex Offender Registry / AFP
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A polícia de Londres concedeu liberdade após o pagamento de fiança nesta terça-feira (24) ao ex-ministro e ex-embaixador britânico nos Estados Unidos Peter Mandelson, detido na segunda-feira 23 no contexto de uma investigação por acusações relacionadas aos seus supostos vínculos com o financista americano Jeffrey Epstein.

“Um homem de 72 anos detido por suspeitas de conduta indevida no exercício de um cargo público foi liberado mediante fiança, enquanto as investigações continuam”, anunciou a polícia londrina em um comunicado, sem especificar sua identidade, como é costume no Reino Unido.

O homem liberado é Lord Peter Mandelson, indicou a agência de notícias britânica Press Association, citando uma fonte policial.

No último dia 3, a polícia anunciou a abertura de uma investigação contra Mandelson com base em documentos dos arquivos Epstein publicados pelo governo americano no mês passado. Segundo esses documentos, o ex-embaixador teria repassado ao financista informações que poderiam influenciar os mercados, principalmente durante seu período como ministro no governo de Gordon Brown (2008-2010).

Três dias depois, a polícia anunciou buscas em duas residências de Mandelson, uma no bairro londrino de Camden e a outra em Wiltshire, sudoeste da Inglaterra.

“Os agentes prenderam um homem de 72 anos por suspeita de má conduta no exercício de cargo público”, informou a Polícia Metropolitana na tarde de segunda-feira. “Ele foi levado a uma delegacia de Londres para ser interrogado.”

As redes BBC e Sky News mostraram o momento em que Mandelson deixou sua residência em Londres na companhia de dois policiais à paisana, que o escoltaram até um veículo camuflado.

O ex-embaixador foi preso quatro dias após a prisão do ex-príncipe Andrew. O irmão do rei Charles III é suspeito de ter repassado informações confidenciais ao financista americano quando era representante especial do Reino Unido para o comércio, de 2001 a 2011.

Epstein foi encontrado morto na prisão em 2019, quando aguardava seu julgamento por tráfico sexual de menores. O financista, cuja morte foi considerada suicídio, havia sido condenado em 2008 por solicitar serviços de prostituição a uma menor.

As extensas conexões de Epstein com políticos, celebridades e acadêmicos do mundo inteiro, principalmente após a sua libertação em 2009, tornaram-se politicamente explosivas globalmente.

Aumento da pressão

Em setembro passado, Mandelson foi destituído pelo primeiro-ministro Keir Starmer do cargo de embaixador em Washington, após uma divulgação anterior de documentos relacionados a Epstein, que revelaram uma grande proximidade entre os dois.

O premier pediu desculpas às vítimas de Epstein pela nomeação de Mandelson. As últimas revelações forçaram a renúncia do chefe de gabinete de Starmer e de seu diretor de Comunicação.

O primeiro-ministro acusou Mandelson de mentir sobre seus vínculos com o financista durante o processo para a sua nomeação, mas ignorou os pedidos de renúncia feitos no começo deste mês, após ele admitir que sabia da amizade contínua entre Mandelson e Epstein.

Também ex-comissário de Comércio da União Europeia, Mandelson renunciou neste mês à sua cadeira na Câmara dos Lordes.

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