Mundo

Pesquisa aponta equilíbrio entre Milei e Massa, mas reviravolta chama a atenção; veja os números

Em 19 de novembro, os argentinos escolherão entre a ultradireita e o peronismo

Javier Milei e Sergio Massa, candidatos à Presidência da Argentina. Fotos: Juan Mabromata e Luis Robayo/AFP
Apoie Siga-nos no

Uma pesquisa do instituto Proyección aponta um cenário equilibrado no segundo turno da eleição para a Presidência da Argentina, marcado para 19 de novembro. O ultradireitista Javier Milei aparece com 44,6% das intenções de voto, ante 42,9% do peronista Sergio Massa. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira 8 pelo jornal Clarín.

Curiosamente, o mesmo instituto projetava um cenário bem diferente em sua rodada divulgada em 31 de outubro. Naquela ocasião, era Massa quem tinha 44,6%, enquanto Milei atingia 34,2%.

A pesquisa tem margem de erro de 1,61 ponto percentual, o que significa que a rodada desta terça representa um empate técnico. Segundo o Proyección, um fator a explicar a radical mudança em poucas semanas envolve o apoio da direitista Patricia Bullrich, terceira colocada no primeiro turno, a Milei.

“A consolidação do voto de Bullrich, que no primeiro levantamento era indefinido e hoje tem mais de 60% convencidos a votar em Milei, levou à ascensão do libertário”, justifica o instituto. “Provavelmente teve a ver com o acordo entre eles. A primeira medição que fizemos foi antes do acordo e, além disso, muito perto do resultado da eleição.”

Na comparação com o levantamento anterior:

  • Milei saltou 10,4 pontos;
  • Massa caiu 1,7 ponto;
  • os votos em branco recuaram 2,2 pontos (de 5,9% para 3,7%);
  • o indice dos que não pretendem votar despencou 4,6 pontos (de 7% para 2,4%); e
  • os indecisos encolheram 1,9 ponto (de 8,3% para 6,4%).

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo