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Uma saída aérea via Nicarágua eleva a quantidade de cubanos dispostos a deixar a ilha por falta de perspectivas

Aventura. Cubanos gastam suas economias para alcançar o “sonho americano”, mas a travessia é perigosa - Imagem: iStockphoto e Yamil Lage/AFP
Aventura. Cubanos gastam suas economias para alcançar o “sonho americano”, mas a travessia é perigosa - Imagem: iStockphoto e Yamil Lage/AFP
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Certa manhã, na última ­primavera, Ernesto ­Hernández, 22 anos, partiu dos arredores de Havana em um barco precário na esperança de cruzar o estreito da Flórida. O plano era deixar para trás Cuba, uma ilha em ruínas na qual ele não via futuro, e navegar para o sonho americano. Ninguém teve notícias dele, ou dos outros seis passageiros a bordo, desde então. “Todos sabemos que ele se afogou”, disse Camilo ­Soria, 22 anos, amigo de infância. “Eu ouvia adultos a falar sobre coisas assim quando era criança, mas você realmente não sabe o que isso significa até perder alguém.”

O número de cubanos que deixam a ilha atingirá um recorde histórico neste ano, preveem analistas. A Guarda Costeira dos Estados Unidos interceptou quase 2 mil cubanos desde outubro. Mas muitos outros voam para o continente latino-americano antes de viajar até a fronteira do México com os Estados Unidos: 114 mil cruzaram para o lado norte-americano desde outubro, de acordo com a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA, 1% de toda a população de Cuba.

Ed Augustin

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