CartaExpressa

Partido de extrema-direita propõe vetar entrada de Moraes em Portugal

A legenda diz que o Brasil vive uma ’emergência democrática’, em razão de uma suposta ‘dura perseguição judicial’ contra Jair Bolsonaro (PL)

Partido de extrema-direita propõe vetar entrada de Moraes em Portugal
Partido de extrema-direita propõe vetar entrada de Moraes em Portugal
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, na sessão de abertura do julgamento de Bolsonaro e dos outros 7 outros integrantes do 'núcleo 1' da tentativa de golpe de Estado – Foto: Antonio Augusto/STF
Apoie Siga-nos no

O partido de extrema-direita Chega apresentou nesta terça-feira 9 um projeto na Assembleia da República com o objetivo de impedir a entrada do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes em Portugal.

Na proposta, a legenda diz que o Brasil vive uma “emergência democrática”, em razão do que considera uma “dura perseguição judicial” contra Jair Bolsonaro (PL). O ex-presidente e aliados são julgados no STF pela tentativa de golpe após as eleições do 2022. Nesta terça-feira, Moraes e o ministro Flávio Dino votaram para condená-los à prisão.

O texto ainda sustenta que a atuação do relator da ação do golpe “tem sido marcada por nítidos abusos de autoridade, censura e perseguição política”. O Chega também chamou a trama golpista de “fantasiosa”, criticou as medidas cautelares impostas a Bolsonaro e disse considerar que a “postura tirânica de Moraes tem vindo a merecer condenação internacional cada vez mais acentuada”

Caso aprovada, a proposta impedirá o acesso do ministro “ao território nacional em virtude da campanha por ele dirigida contra a liberdade, a democracia e os direitos fundamentais do povo brasileiro”. Em agosto, o líder do Chega, André Ventura, já havia antecipado que iria propor ao governo português um veto à entrada de Moraes no País.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo