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Parlamento Europeu reconhece opositor de Maduro como presidente eleito da Venezuela

Decisão de declarar a vitória de Edmundo González, contrariando a apuração oficial venezuelana, foi anunciada nesta quinta-feira, quando eurodeputados apontaram ‘fraude eleitoral’ no pleito

Parlamento Europeu reconhece opositor de Maduro como presidente eleito da Venezuela
Parlamento Europeu reconhece opositor de Maduro como presidente eleito da Venezuela
Edmundo González ao lado do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez; líder oposicionista venezuelano está exilado na Espanha - Foto: Fernando Calvo / La Moncloa / AFP
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O parlamento europeu anunciou nesta quinta-feira 19 que reconhece Edmundo González Urrutia como presidente da Venezuela. Principal nome de oposição nas eleições venezuelanas no fim de julho, ele está exilado na Espanha desde o último dia 8.

A votação sobre o tema recebeu 309 votos favoráveis ao reconhecimento, 201 contrários e teve 12 abstenções entre os eurodeputados. Ao anunciar a decisão que contraria a apuração oficial na Venezuela, o parlamento europeu afirmou que repudia “a fraude eleitoral orquestrada pelo Conselho Nacional Eleitoral [da Venezuela], controlado pelo regime, que se recusou a tornar públicos os resultados oficiais”.

O texto condena “com a maior veemência possível os assassinatos, as perseguições, as violações e as detenções que visaram membros da oposição democrática ao regime, o povo venezuelano e a sociedade civil” e pede o fim de violações “sistemáticas” dos direitos humanos.

Os eurodeputados ressaltaram a preocupação com eventual aumento do êxodo de venezuelanos, com a chegada de mais migrantes, e pediram que governos e outros organismos internacionais se juntem à decisão aprovada nesta quinta.

Além do reconhecimento de González como “presidente legítimo e democraticamente eleito” da Venezuela, o parlamento europeu anunciou apoio a María Corina Machado como líder das “forças democráticas” do país sul-americano.

Na sessão que marcou a aprovação do texto, os eurodeputados saudaram a ação dos governos de Brasil, Colômbia e México desde as eleições da Venezuela. De maneira conjunta, os três países cobraram a divulgação das atas eleitorais, mas destacaram que a resolução do conflito deveria acontecer internamente na Venezuela, sem ação de outros países.

Com a decisão aprovada pelos eurodeputados nesta quinta, a União Europeia deve se esforçar para que González assuma a presidência venezuelana em 10 de janeiro de 2025, data marcada para a posse. Além disso, foi pedida a prorrogação e até o aumento das sanções contra o governo de Nicolás Maduro.

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