Mundo
Parlamento do Bahrein anuncia suspensão das relações comerciais com Israel
A chancelaria israelense indicou que até o momento não foi informada de nenhuma decisão por parte do país
A Câmara Baixa do Parlamento do Bahrein anunciou, nesta quinta-feira 2, a suspensão das relações econômicas com Israel e a retirada de seu embaixador, em reação à campanha militar israelense contra a Faixa de Gaza, um território palestino.
O Centro Nacional de Comunicação (CNC), um organismo governamental, confirmou o retorno dos embaixadores dos dois países “há algum tempo”, sem mencionar a situação das relações comerciais.
A chancelaria israelense indicou que até o momento não foi informada de nenhuma decisão por parte desse reino do Golfo, aliado dos Estados Unidos, que estabeleceu relações diplomáticas com Israel em 2020.
“O Conselho de Representantes (Câmara Baixa) confirma que o embaixador israelense ante o reino do Bahrein deixou o Bahrein e o reino do Bahrein decidiu convocar o embaixador bahreinita em Israel”, indica um comunicado.
“As relações econômicas com Israel também foram suspensas”, acrescenta o comunicado desse órgão legislativo.
Essa decisão foi adotada “em apoio à causa palestina e aos legítimos direitos do povo irmão palestino”, prossegue.
O primeiro vice-presidente do Parlamento, Abdelnabi Salman, confirmou a decisão à AFP, afirmando que a guerra em Gaza “não pode tolerar o silêncio”.
“A prioridade atual é a proteção da vida dos civis” em Gaza, estimou, por sua vez, o CNC.
O estabelecimento de relações diplomáticas plenas entre Israel e o Bahrein deu-se no âmbito dos Acordos de Abraão, pelos quais também Marrocos e Emirados Árabes Unidos reconheceram o Estado israelense.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Especialistas da ONU alertam para ‘risco de genocídio’ em Gaza
Por AFP
Exército israelense anuncia que cercou cidade de Gaza
Por AFP
Cônsul de Israel nega haver genocídio contra palestinos em Gaza
Por Agência Brasil
Universidade dos EUA cancela aulas após ameaças antissemitas
Por AFP



