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Parlamento da Venezuela adia sessão para aprovar lei de anistia

O instrumento foi proposto pela presidente Delcy Rodríguez, que governa de forma interina e sob pressão dos Estados Unidos

Parlamento da Venezuela adia sessão para aprovar lei de anistia
Parlamento da Venezuela adia sessão para aprovar lei de anistia
A presidenta interina Delcy Rodriguez e o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodriguez. Foto: Federico Parra/AFP
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O Parlamento da Venezuela adiou nesta segunda-feira 9 a sessão prevista para a terça-feira 10, na qual era esperada a aprovação da lei de anistia, que, em teoria, permitirá a libertação de todos os presos políticos, enquanto o país sul-americano sofre forte pressão de Washington.

As sessões da Assembleia Nacional normalmente acontecem às terças e quintas, mas a Secretaria do Poder Legislativo informou a suspensão da audiência de amanhã e confirmou a da quinta-feira, sem antecipar a agenda.

Os deputados votaram na semana passada a favor desta histórica lei que abrange as quase três décadas do chavismo governante no primeiro dos dois debates regulamentares.

O instrumento foi proposto pela presidente Delcy Rodríguez, que governa de forma interina e sob pressão dos Estados Unidos, após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar americana em 3 de janeiro.

O presidente da Assembleia, seu irmão Jorge Rodríguez, havia antecipado na semana passada que a anistia geral seria aprovada nesta terça-feira.

“Assim que essa lei for aprovada, todos vão sair no mesmo dia”, prometeu Jorge Rodríguez na sexta-feira a familiares de presos políticos nas imediações da carceragem da Polícia Nacional conhecida como Zona 7, em Caracas.

O projeto de lei passa por um processo de consultas, que já envolveu dirigentes políticos, juristas e membros do Judiciário.

“Vamos todos nos unir, de todos os setores do país, vamos nos unir por esta lei de anistia”, disse nesta segunda-feira a presidente Delcy Rodríguez durante um discurso televisionado de uma fábrica de alimentos.

Segundo a ONG especializada Foro Penal, 426 pessoas detidas por motivos políticos saíram da prisão desde 8 de janeiro, quando Delcy anunciou o início de um processo de libertação.

O chavismo convocou para a quinta-feira uma marcha pelo dia da juventude, que é comemorado na Venezuela em 12 de fevereiro.

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