Mundo

Paquistão afirma que está mediando negociações indiretas entre EUA e Irã

Segundo o chanceler paquistanês, o governo Trump apresentou 15 pontos, que estão sendo debatidos pelos iranianos

Paquistão afirma que está mediando negociações indiretas entre EUA e Irã
Paquistão afirma que está mediando negociações indiretas entre EUA e Irã
O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar – foto: Fayez Nureldine/AFP
Apoie Siga-nos no

O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, afirmou nesta quinta-feira 26 que há negociações indiretas em curso entre Washington e Teerã para tentar acabar com a guerra, e que Islamabad atua como intermediário.

Dar, que também é vice-primeiro-ministro, escreveu no X: “Na realidade, estão acontecendo conversações indiretas entre Estados Unidos e Irã por meio de mensagens transmitidas pelo Paquistão”.

“No atual contexto, os Estados Unidos compartilharam 15 pontos que estão sendo discutidos pelo Irã. Os países irmãos Turquia e Egito, entre outros, também estão apoiando a iniciativa”, acrescentou Dar.

As declarações de Dar são a primeira confirmação oficial de Islamabad de que o Paquistão está desempenhando um papel de mediador no conflito, que começou há quase um mês.

Os países do Golfo, atacados regularmente pelo Irã como parte das ações de represália, expressaram o desejo de participar das negociações.

O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), Jassem Al Budaiwi, pediu nesta quinta-feira que os Estados-membros sejam incluídos em qualquer acordo, ao destacar que a segurança e estabilidade dos países estão diretamente em jogo.

Embora o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, tenha negado qualquer “negociação” com Washington, ele admitiu que mensagens estão sendo trocadas por meio de “países amigos”.

O Irã “não tem a intenção de negociar”, e sim de “continuar resistindo”, afirmou Araghchi na quarta-feira ao comentar as negociações mencionadas nos últimos dias pelo presidente americano Donald Trump.

A República Islâmica quer “acabar com a guerra com as suas próprias condições, de maneira que nunca mais volte a se repetir”, disse o chanceler iraniano.

O projeto de Washington, sobre o qual nenhum detalhe foi vazado por fontes confiáveis, contém as primeiras propostas oficiais dos Estados Unidos desde o início da guerra, desencadeada pelos ataques israelenses e americanos ao Irã em 28 de fevereiro.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo