Mundo
Papa Francisco critica acúmulo de terras por empresas e pede atenção aos direitos dos povos indígenas
Pontífice destacou que defender a segurança alimentar dos povos originários é também reconhecer que ‘terra, alimentos e água’ não são meras mercadorias
O papa Francisco pediu, nesta segunda-feira 10, atenção aos direitos dos povos indígenas e expressou preocupação sobre o fim do direito dos povos originários à livre determinação em viver e expressar sua cultura ancestral e tradições.
O discurso ocorreu no Fórum dos Povos Indígenas, em Roma, que entre os dias 10 e 11 de fevereiro reúne representantes dos povos para compartilhar suas preocupações e necessidades para garantir a sobrevivência e a segurança alimentar das comunidades. O evento também discute a preservação de terras.
O Fórum, diz Francisco, “nos apela a reconhecer o valor dos povos originários, assim como a herança ancestral de conhecimentos e práticas que enriquecem positivamente a grande família humana”. A declaração do líder religioso foi divulgada pelo Vaticano em um comunicado.
“A terra, a água e os alimentos não são meras mercadorias, mas a própria base da vida”, portanto, defender “estes direitos não é apenas uma questão de justiça, e sim a garantia de um futuro sustentável para todos”, destacou o papa.
Francisco sustentou, ainda, que a defesa do direito a preservar a própria cultura e a identidade passa, necessariamente, pelo reconhecimento do valor dos povos originários e sua contribuição para a nossa sociedade.
O pontífice aproveitou o tema para criticar, também, o acúmulo de terras de cultivo por empresas multinacionais e grandes investidores. Francisco pontuou que são essas práticas que “produzem danos, ameaçando o direito a uma vida digna das comunidades”.
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