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Otan lança nova missão para reforçar a defesa no Ártico
A Rússia avisou nesta quarta-feira que responderá com medidas do mesmo tipo se o Ocidente reforçar sua presença militar na Groenlândia
A Otan anunciou, nesta quarta-feira 11, o lançamento de uma nova missão para reforçar sua presença no Ártico, em um gesto direcionado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que justificou suas reivindicações sobre a Groenlândia com base em questões de segurança.
A missão, denominada “Arctic Sentry” (Sentinela do Ártico), ressalta o compromisso da Aliança em “proteger seus membros e manter a estabilidade em uma das regiões mais estratégicas e ambientalmente desafiadoras do mundo”, afirmou o comandante supremo, o general americano Alexus Grynkewich, em um comunicado.
A Otan esclareceu que, em um primeiro momento, a missão incluiria as atividades já organizadas por membros da Aliança na região, como, por exemplo, os exercícios previstos por Noruega e Dinamarca.
Por ora, não está claro se essa missão implicará o destacamento de novas capacidades militares na região ártica.
No mês passado, Trump causou comoção entre os países europeus ao ameaçar tomar à força a Groenlândia, sob soberania dinamarquesa, alegando motivos de segurança e que, caso não o fizesse, Rússia e China assumiriam o controle da ilha ártica.
A ideia do republicano provocou uma profunda crise na Aliança, mas ele acabou recuando após alcançar no Fórum de Davos um “acordo-quadro” com o chefe da Otan, Mark Rutte, que protegerá os interesses de Washington na ilha.
“Ambos os líderes concordaram que a Otan deveria assumir coletivamente uma maior responsabilidade na defesa da região, à luz da atividade militar russa e do crescente interesse da China”, indicou a Aliança Atlântica em comunicado.
A Rússia avisou nesta quarta-feira que responderá com medidas do mesmo tipo se o Ocidente reforçar sua presença militar na Groenlândia.
“Evidentemente, se houver uma militarização da Groenlândia e a criação de capacidades militares que visem a Rússia, responderemos com as medidas adequadas, incluindo medidas técnico-militares”, disse o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, em discurso ao Parlamento russo.
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