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Opositores convocam protesto e greve contra o governo da Bolívia

O grupo exige o fim do que consideram uma perseguição política e a liberdade da ex-presidente Jeanine Áñez

O presidente boliviano Luis Arce (Foto: FREDDY ZARCO / ABI / AFP) O presidente boliviano Luis Arce (Foto: FREDDY ZARCO / ABI / AFP)
O presidente boliviano Luis Arce (Foto: FREDDY ZARCO / ABI / AFP) O presidente boliviano Luis Arce (Foto: FREDDY ZARCO / ABI / AFP)
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Partidos e líderes civis opositores convocaram manifestações contra o presidente da Bolívia, o esquerdista Luis Arce, para exigir o fim do que consideram uma perseguição política e a liberdade da ex-presidente Jeanine Áñez.

O Comitê Cívico de Santa Cruz (CCSC), uma poderosa organização político-empresarial, convocou uma “grande passeata” para o próximo domingo (10) e uma greve nacional para segunda-feira (11).

A convocação tem a adesão dos ex-presidentes de direita Carlos Mesa (2003-2005) e Jorge Quiroga (2001-2002), do governador da rica região de Santa Cruz (leste), Luis Fernando Camacho, e de representantes do grupo Conselho Nacional de Defesa da Democracia (Conade).

Os opositores exigem que o governo “cesse a perseguição político-judicial no caso do falso golpe de estado e liberte os presos políticos”, disse o líder civil Rómulo Calvo.

Os governistas denunciam um “golpe de Estado” na revolta social de novembro de 2019 que acabou com a renúncia do então presidente Evo Morales, após 14 anos no poder, e com um balanço de 37 mortos, segundo organizações de defesa dos direitos humanos.

 

Os opositores denunciam que Camacho – convocado pelo Ministério Público para depor por seu papel na saída de Morales – e os prefeitos de La Paz, Iván Arias, e de Cochabamba, Manfred Reyes Villa, sofrem “perseguição político-judicial”.

Além disso, eles pedem a “libertação imediata” de Áñez, que está em prisão preventiva e é acusada de terrorismo, sedição e “genocídio” pelas mortes de 22 pessoas em ações das forças de segurança.

Também afirmam que são contrários a um projeto de lei contra a legitimação de ganhos financeiros, que consideram draconiano. A norma também é rejeitada pelos sindicatos de varejistas e empregadores.

Ao mesmo tempo, Morales convocou os seus seguidores para uma passeata em 12 de outubro até cidade de La Paz.

AFP

AFP
Agência de notícias francesa, uma das maiores do mundo. Fundada em 1835, como Agência Havas.

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