Mundo
ONU exige investigação ‘imparcial’ após massacre de 28 pessoas em Burkina Faso
Burkina Faso é uma das nações mais pobres e instáveis do mundo e enfrenta uma insurgência liderada por jihadistas afiliados à Al-Qaeda
O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos pediu neste sábado 7 às autoridades de transição de Burkina Faso que realizem uma investigação “rápida, imparcial e transparente” sobre o assassinato de 28 pessoas, cujos corpos foram encontrados no fim de semana passado.
“Peço que garantam uma investigação rápida, completa, imparcial e transparente e responsabilizem todos os envolvidos, independentemente de sua posição ou cargo”, pediu Volker Türk.
O governo de Burkina Faso anunciou na segunda-feira a descoberta de 28 corpos na véspera do Ano Novo em Nouna, no noroeste do país.
O Coletivo contra a Impunidade e Estigmatização das Comunidades (CISC) denunciou “abusos” cometidos pelos Voluntários para a Defesa da Pátria (VDP, que apoiam o Exército).
Burkina Faso é uma das nações mais pobres e instáveis do mundo. Desde 2015, enfrenta uma insurgência liderada por jihadistas afiliados à Al-Qaeda e ao grupo Estado Islâmico, que causou dezenas de milhares de mortes e desalojou cerca de dois milhões.
Os ataques contra as forças de segurança e a população civil aumentaram nos últimos meses, especialmente nas regiões de fronteira com o Mali e o Níger.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


