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ONU denuncia ‘intensificação’ dos ataques israelenses em Gaza

Pelo menos 57 pessoas morreram no território palestino entre os dias 13 e 20 de julho

ONU denuncia ‘intensificação’ dos ataques israelenses em Gaza
ONU denuncia ‘intensificação’ dos ataques israelenses em Gaza
Palestino tenta apagar princípio de incêndio em veículo destruído por ataque israelense em Gaza – foto: Omar al-Qattaa/AFP
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O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos denunciou, nesta terça-feira 21, a recente “intensificação” dos ataques do Exército israelense na Faixa de Gaza, que causaram ao menos 57 mortos entre 13 e 20 de julho.

Nove meses após o anúncio do cessar-fogo, “ainda não há nenhum lugar seguro para os palestinos em Gaza”, destacou diante da imprensa em Genebra o porta-voz do Alto Comissariado, Thameen Al-Kheetan, que lamentou que o Exército israelense tenha “intensificado nos últimos dias” seus ataques no território, “matando e ferindo dezenas de palestinos”.

Segundo ele, esses bombardeios atingiram prédios residenciais, ao menos uma tenda que abrigava deslocados e outras áreas densamente povoadas.

Assim, entre 13 e 20 de julho, o Alto Comissariado “registrou ao menos 57 palestinos mortos, entre eles seis crianças e oito mulheres”.

O Exército israelense anunciou nos últimos dias ter realizado uma série de ataques na Faixa de Gaza contra vários membros do Hamas e da Jihad Islâmica, supostamente envolvidos no ataque de 7 de outubro de 2023 ou na manutenção de reféns em cativeiro.

Ao menos 1.144 palestinos morreram desde a entrada em vigor do cessar-fogo em outubro de 2025, segundo o Ministério da Saúde do território, cujos números são considerados confiáveis pela ONU.

As restrições impostas à imprensa e o acesso limitado a Gaza impedem a AFP de verificar de forma independente os balanços ou de cobrir livremente a violência no terreno.

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