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ONU afirma que operação dos EUA na Venezuela violou princípio fundamental do direito internacional

Na ação questionada pelas Nações Unidas, o governo Trump bombardeou Caracas e capturou o presidente Maduro, levado a uma prisão em Nova York

ONU afirma que operação dos EUA na Venezuela violou princípio fundamental do direito internacional
ONU afirma que operação dos EUA na Venezuela violou princípio fundamental do direito internacional
A ação de Trump na Venezuela é alvo de intensos protestos ao redor do mundo. Na imagem, sul-coreanos se manifestam contra a operação liderada pelo presidente dos EUA. Foto: Jung Yeon-je / AFP
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As Nações Unidas expressaram, nesta terça-feira 6, sua profunda preocupação com a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela e alertaram que “violou um princípio fundamental do direito internacional”.

“Nenhum Estado deve ameaçar ou usar a força contra a integridade territorial ou a independência política de outro Estado”, declarou Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, em uma coletiva de imprensa em Genebra.

As forças especiais dos EUA capturaram o presidente venezuelano deposto, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, no sábado, em uma operação apoiada por bombardeios em Caracas.

Shamdasani rejeitou os argumentos apresentados pelos Estados Unidos para justificar a intervenção militar no país caribenho.

Washington “justificou sua intervenção citando o histórico de violações de direitos humanos do governo venezuelano; no entanto, a responsabilização por violações de direitos humanos não deve ser alcançada por meio de uma intervenção militar unilateral que viola o direito internacional”, enfatizou a porta-voz.

Ela também observou que o escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos vem denunciando consistentemente “a deterioração contínua da situação na Venezuela” há uma década e que agora teme “que a atual instabilidade e a crescente militarização do país, como consequência da intervenção dos Estados Unidos, agravem a situação”.

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) reiterou que quase oito milhões de pessoas na Venezuela, ou um quarto da população, precisam de assistência humanitária.

Enquanto isso, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) indicou que, até o momento, não observou sinais de novos deslocamentos em massa da Venezuela.

No entanto, “estamos monitorando de perto a situação e os movimentos transfronteiriços”, disse o porta-voz do ACNUR, Eujin Byun, a jornalistas.

As agências da ONU estão preparadas para “apoiar os esforços de ajuda emergencial e proteger as pessoas deslocadas que precisarem, se necessário”, acrescentou.

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