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OMS diz que pandemia tem ‘fim à vista’, mas alerta para dificuldades nos próximos três meses

Enviado especial da entidade afirmou que novas variantes devem surgir

O médico David Nabarro, enviado especial da OMS para a Covid-19. Foto: Reprodução
O médico David Nabarro, enviado especial da OMS para a Covid-19. Foto: Reprodução
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Enviado especial da Organização Mundial da Saúde para o combate à Covid-19, o médico David Nabarro afirmou que a pandemia tem “fim à vista”, mas haverá dificuldades nos próximos três meses. A declaração ocorreu nesta segunda-feira 10, em entrevista à Sky News, do Reino Unido.

“Estamos avançando na maratona, mas não há como dizer que estamos no fim. Nós podemos ver o fim, mas não estamos lá. E haverá alguns solavancos antes de chegarmos lá”, disse o médico, nomeado em fevereiro de 2020 como um dos seis responsáveis por fornecer aconselhamento estratégico sobre a doença.

Segundo Nabarro, o vírus deve continuar a evoluir e a gerar mais variantes depois da Ômicron. O médico considera que, apesar de os serviços de saúde europeus estarem lidando com a situação, os sistemas de outras partes do mundo estão “completamente sobrecarregados”. Além disso, ele avalia que não há espaço para grandes medidas de restrição em nenhum país, especialmente nas nações mais pobres.

“Deve ser difícil nos próximos três meses pelo menos”, disse.

De acordo com o especialista, o padrão indica a ocorrência de surtos de coronavírus a cada três ou quatro meses.

“A vida pode continuar, podemos fazer a economia funcionar novamente em muitos países, mas temos que ser realmente respeitosos com o vírus e isso significa ter planos realmente bons para lidar com os surtos.”

Para a OMS, a variante Ômicron parece menos grave que a Delta, mas não deve ser classificada como “leve”. A entidade constatou que a nova cepa também tem causado hospitalizações, mortes e sobrecarga nos sistemas de saúde.

O Brasil registrou a 1ª morte pela Ômicron na semana passada, na cidade de Aparecida de Goiânia, em Goiás. A vítima foi um homem de 68 anos, vacinado com a dose de reforço, mas com histórico de doença pulmonar obstrutiva crônica e hipertensão arterial. A nova variante já é dominante no País, segundo a Universidade de Oxford.

Nesta segunda-feira 10, a empresa americana Pfizer informou que deve lançar até 10 de março uma vacina contra a Covid-19 adaptada para a variante Ômicron.

Victor Ohana

Victor Ohana Repórter do site de CartaCapital

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