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Obras de Renoir, Cézanne e Matisse são roubadas de museu italiano

Quatro homens encapuzados entraram na Vila da Fundação Magnani Rocca, perto de Parma, no norte da Itália, e levaram as obras na madrugada de segunda-feira

Obras de Renoir, Cézanne e Matisse são roubadas de museu italiano
Obras de Renoir, Cézanne e Matisse são roubadas de museu italiano
A obra 'Natureza Morta com Cerejas', de Cézanne — Foto: Reprodução/Fundação Magnani Rocca
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Ladrões roubaram quadros de Renoir, Cézanne e Matisse de um museu na Itália há uma semana, informou a polícia neste domingo 29.

Quatro homens encapuzados entraram na Vila da Fundação Magnani Rocca, perto de Parma, no norte da Itália, e levaram as obras durante a madrugada da segunda-feira passada, disse à AFP um porta-voz dos carabineiros, a polícia militarizada italiana, ao confirmar a informação da rede de televisão Rai.

Os ladrões levaram “Os Peixes” (1917), de Auguste Renoir; “Natureza-morta com Cerejas” (1885-1887), de Paul Cézanne; e “Odalisca no Terraço” (1922), de Henri Matisse. Os criminosos forçaram uma porta para terem acesso a uma sala no primeiro andar do edifício, antes de fugirem através do parque do museu.

A polícia está revisando as gravações das câmeras de segurança do museu e de estabelecimentos vizinhos, apontou o porta-voz dos carabineiros.

A ação dos ladrões durou “menos de três minutos, sem improvisos, de maneira estruturada e organizada”, declarou o museu ao meio de informação SkyTG24.

Não puderam “completar o roubo graças à ativação dos sistemas de vigilância e à rápida intervenção do pessoal de segurança e dos carabineiros”, acrescentou. O museu sugeriu que o objetivo não eram especificamente as três pinturas roubadas.

Situada a 20 km de Parma, a Fundação Magnani Rocca, fundada em 1977, abriga a coleção do historiador de arte Luigi Magnani (1906-1984) em sua “Vila de Obras-primas”, que também inclui trabalhos de Durero, Rubens, Van Dyck, Goya, Monet e do artista italiano Giorgio Morandi.

A fundação também tem à mostra “Paisagem de Cagnes”, de Renoir, e recebeu uma das obras-primas do artista francês, “O Passeio”, cedida por empréstimo pelo Museu Getty de Los Angeles, para uma exposição em 2024.

No fim de 2025, um roubo espetacular no Museu do Louvre, em Paris, reacendeu o debate sobre a segurança dos museus, quando quatro ladrões subtraíram joias de valor incalculável em apenas oito minutos.

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