Mundo
O que se sabe sobre o ataque contra uma comunidade judaica dos EUA que deixou oito feridos
Homem de 45 anos usou artefatos incendiários contra um protesto pró-Israel no Colorado
As autoridades dos Estados Unidos investigam um incidente violento que aconteceu no domingo 1 em Boulder, no Estado do Colorado. Um homem foi preso ao atacar pessoas que participavam de um evento em memória dos reféns israelenses que estão na Faixa de Gaza. Ele usou dispositivos incendiários. O FBI classificou o episódio como um “ataque terrorista direcionado”.
O caso aconteceu no Pearl Street Mall, região central da cidade, durante a tarde. Ao menos oito pessoas ficaram feridas, algumas delas em condições graves. Segundo Stephen Redfearn, chefe da polícia local, o alvo foi um grupo de manifestantes pró-Israel que se reunia pacificamente no local.
O agressor utilizou armas improvisadas no ataque. De acordo com Mark Michalek, responsável pelo escritório do FBI em Denver, testemunhas relataram que o suspeito empregou um “lança-chamas artesanal” e arremessou explosivos incendiários contra a multidão, incluindo coquetéis molotov.
Mohamed Sabry Soliman, de 45 anos, foi identificado como o autor do ataque. O homem possui nacionalidade egípcia e residia em Colorado Springs. Segundo a rede CBS News, Soliman chegou à Califórnia em 2022 com visto temporário, mas o documento perdeu a validade em fevereiro de 2023.
As vítimas têm idades entre 52 e 88 anos. O ataque foi direcionado especificamente contra participantes de um evento semanal da comunidade judaica local, chamado “Corrida por Suas Vidas”, que visa apoiar os reféns capturados pelo Hamas durante os ataques de 7 de outubro de 2023 em Israel.
“Ficou evidente que se tratou de um ato de violência direcionado, sendo investigado pela corporação como terrorismo”, declarou o agente especial Mark Michalek.
As reações
O governador do Colorado, Jared Polis, chamou o episódio de “ato hediondo de terror”. Ele afirmou que o Estado colabora com autoridades locais e federais na investigação, enfatizando que “atos de ódio de qualquer natureza são inaceitáveis”.
A diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, caracterizou o episódio como um “ataque terrorista direcionado” contra uma reunião da comunidade judaica que buscava conscientizar sobre os reféns do ataque do Hamas.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu expressou solidariedade. “Minha esposa, eu e todo o Estado de Israel rezamos pela recuperação completa dos feridos neste cruel ataque terrorista em Boulder”, afirmou.
A Comunidade Judaica de Boulder divulgou nota oficial condenando a violência. “Nossos corações estão com aqueles que presenciaram este ataque terrível, com orações pela rápida recuperação dos feridos”, declarou a organização. “Quando eventos assim atingem nossa própria comunidade, ficamos profundamente abalados.”
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