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Novas imagens mostram a morte de George Floyd a partir de câmera policial

Vídeo é usado em julgamento que deve durar até o fim de abril ou o início de maio

Morte de George Floyd motiva protestos nos Estados Unidos. Foto: CHANDAN KHANNA/AFP
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Novas imagens da morte de George Floyd vieram à tona a partir da filmagem de uma câmera acoplada a um dos policiais envolvidos no caso. O vídeo foi exibido em julgamento na quarta-feira 31, em Minneapolis, nos Estados Unidos.

Floyd aparece dentro de um carro, no banco do motorista, quando é abordado por dois policiais, sendo um deles Derek Chauvin. Floyd chora e diz que acaba de perder sua mãe. Um dos policiais, no entanto, diz a ele para se afastar e virar o rosto.

Em seguida, Floyd é puxado pelo braço para sair do veículo. O homem pede, duas vezes, para que os policiais não atirem nele. Os policiais afirmam que não vão atirar, mas reiteram a ordem para que Floyd se afaste e vire o rosto.

Enquanto é retirado do carro, Floyd repete que “não sabia”. Os policiais torcem seu braço e põem uma algema enquanto lhe ordenam que “pare de resistir” e que “fique de pé”. Um homem chega a parar para acompanhar o que está acontecendo.

“Não sou esse tipo de cara”, diz Floyd, acrescentando que é claustrofóbico ao ser forçado a entrar no carro da polícia.

Os policiais, então, começam a sufocá-lo. Floyd, aos berros, protesta: “Eu não consigo respirar”. Neste momento, as imagens mostram três policiais em volta da vítima. Floyd, então, é colocado no chão, quando o policial se ajoelha em seu pescoço.

O ato de violência policial durou cerca de nove minutos. Segundo a promotoria, Derek Chauvin não tinha justificativa para asfixiar Floyd. Já a defesa do policial diz que a vítima estava drogada e teria forçado os agentes a serem mais duros. A morte, segundo os advogados, teria decorrido do uso de drogas e de problemas de saúde, e não da asfixia.

Com 19 anos de carreira, Chauvin é acusado de assassinato e homicídio culposo. Ele pode ser penalizado com 40 anos de prisão se for declarado culpado por assassinato em 2º grau. O veredito deve sair no fim de abril ou no início de maio.

*Com informações da AFP e da BBC News

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