Mundo
Nova onda de violência se instala em Mianmar
Conflitos entre budistas e muçulmanos, iniciados em junho, ressurgem com força e fazem 88 mortos em outubro
SITTWE (AFP) – Pelo menos 88 pessoas morreram em outubro em uma nova onda de violência entre entre budistas e muçulmanos no oeste de Mianmar, de acordo com o balanço das autoridades birmanesas.
“Pelo menos 49 homens e 39 mulheres morreram”, afirmou à AFP uma fonte governamental. Desde junho, quase 180 pessoas morreram no conflito, embora grupos de defesa dos direitos humanos afirmem que o balanço oficial esteja subestimado.
Após várias semanas de calma no estado de Rakhine – declarado em estado de emergência desde os primeiros confrontos em junho -, a violência voltou a explodir em 21 de outubro entre budistas da etnia rakhine e muçulmanos da etnia rohingya. Considerada pela ONU uma das minorias mais perseguidas do planeta, os rohingya são uma minoria muçulmana apátrida e não reconhecida em Mianmar. Além disso, a opinião pública birmanesa enxerga os rohingya com uma hostilidade praticamente unânime.
A retomada da violência na região já provocou o deslocamento de mais de 26 mil pessoas, segundo a ONU, que está preocupada com a falta de recursos para poder ajudar as vítimas.
SITTWE (AFP) – Pelo menos 88 pessoas morreram em outubro em uma nova onda de violência entre entre budistas e muçulmanos no oeste de Mianmar, de acordo com o balanço das autoridades birmanesas.
“Pelo menos 49 homens e 39 mulheres morreram”, afirmou à AFP uma fonte governamental. Desde junho, quase 180 pessoas morreram no conflito, embora grupos de defesa dos direitos humanos afirmem que o balanço oficial esteja subestimado.
Após várias semanas de calma no estado de Rakhine – declarado em estado de emergência desde os primeiros confrontos em junho -, a violência voltou a explodir em 21 de outubro entre budistas da etnia rakhine e muçulmanos da etnia rohingya. Considerada pela ONU uma das minorias mais perseguidas do planeta, os rohingya são uma minoria muçulmana apátrida e não reconhecida em Mianmar. Além disso, a opinião pública birmanesa enxerga os rohingya com uma hostilidade praticamente unânime.
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