Mundo
Níger: 17 soldados mortos em ataque perto da fronteira com Burkina Faso
Há, segundo um balanço divulgado pelo governo do país, outros 20 feridos
Ao menos 17 soldados do Níger morreram e 20 ficaram feridos em um ataque de supostos jihadistas na terça-feira na fronteira com Burkina Faso, anunciou o ministério da Defesa do país.
Na terça-feira, “um destacamento das Forças Armadas do Níger (FAN) que estava em deslocamento entre Boni e Torodi foi vítima de uma emboscada terrorista perto da cidade de Koutougou” (52 km ao sudoeste de Torodi), afirma um comunicado divulgado pelo ministério na terça-feira à noite.
O balanço “provisório” é de 17 soldados mortos e 20 feridos, seis deles em estado grave. Todos foram levados para Niamey, a capital do país.
O exército afirmou que “duas colunas com mais de 50 motos cada, com agressores, foram destruídas, ou seja, mais de 100 terroristas foram neutralizados quando estavam em retirada”.
A localidade de Koutougou fica na região de Tillaberi (sudoeste), perto da fronteira com Burkina Faso.
Este foi o ataque mais violento desde o golpe de Estado de 26 de julho, quando um grupo de militares derrubou o presidente eleito democraticamente Mohamed Bazoum.
Os militares tomaram o poder sob alegação de que a segurança do país estava em risco.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Regime militar do Níger diz querer processar presidente deposto por traição
Por AFP
Países africanos adiam reunião decisiva sobre intervenção no Níger
Por AFP
Líderes africanos dão sinal verde a intervenção militar no Níger, diz presidente marfinense
Por AFP


