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Netanyahu diz que Israel pretende não depender de ajuda militar dos EUA em 10 anos

O País recebe cerca de 3,8 bilhões de dólares (mais de R$ 20 bilhões na cotação atual) em ajuda financeira anual dos Estados Unidos

Netanyahu diz que Israel pretende não depender de ajuda militar dos EUA em 10 anos
Netanyahu diz que Israel pretende não depender de ajuda militar dos EUA em 10 anos
Donald Trump abraça Benjamin Netanyahu no Parlamento de Israel. Foto: Evelyn Hockstein / POOL / AFP
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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que deseja que o seu País prescinda da ajuda militar americana em um prazo de dez anos, durante uma entrevista publicada nesta sexta-feira 9.

Washington aprovou a venda de dezenas de milhões de dólares em equipamentos militares para ajudar Israel em sua guerra contra o movimento islamista palestino Hamas na Faixa de Gaza, e ambos os países mantêm laços estreitos de colaboração na área de defesa há décadas.

“Durante a minha visita ao presidente [Donald] Trump, disse a ele que apreciamos profundamente a ajuda militar que os Estados Unidos nos ofereceram ao longo dos anos”, disse Netanyahu à revista The Economist.

“Mas nós também alcançamos nossa maturidade, desenvolvemos capacidades extraordinárias e nossa economia alcançará em breve, em questão de uma década, o trilhão de dólares”, acrescentou.

“Assim que desejo reduzir progressivamente a ajuda militar nos próximos anos.”

Israel recebe cerca de 3,8 bilhões de dólares (mais de R$ 20 bilhões na cotação atual) em ajuda financeira anual dos Estados Unidos para a compra de armamento, em virtude de um acordo firmado em 2016, que entrou em vigor em 2019 e é válido até 2028.

Segundo o Council on Foreign Relations, Israel recebeu mais de 300 bilhões de dólares (R$ 1,6 trilhão, na cotação atual) em ajuda militar e econômica desde a sua fundação em 1948, corrigidos pela inflação.

Em maio, quando as relações entre Netanyahu e o presidente Trump pareciam tensas, o primeiro-ministro israelense sugeriu que Israel eventualmente teria que “se desacostumar” com a ajuda militar americana, sem oferecer mais explicações.

Em um discurso controverso feito em setembro, Netanyahu também assinalou que Israel estava ficando cada vez mais isolado e precisava adotar uma abordagem de “super-Esparta”.

Após a reação negativa desse comentário, o dirigente israelense afirmou que estava se referindo à indústria de defesa e que o país deveria se tornar mais autossuficiente para evitar eventuais problemas de abastecimento.

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