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Navalny, principal opositor de Putin, morre na prisão

Líder da oposição estava preso ao norte do Círculo Polar Ártico; informação da morte partiu de agências russas nesta sexta-feira

Navalny, principal opositor de Putin, morre na prisão
Navalny, principal opositor de Putin, morre na prisão
Alexei Navalny. Foto: K. Kudrayavtsev/AFP
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O líder da oposição russa Alexei Navalny morreu na prisão, informou o serviço penitenciário da Rússia nesta sexta-feira 16. Navalny era um dos críticos mais persistentes do atual presidente Vladimir Putin e considerado o seu principal opositor. 

Em um comunicado publicado no seu site, o Serviço Penitenciário Federal do Distrito Autónomo de Yamalo-Nenets afirmou que Navalny “se sentiu mal” depois de uma caminhada na sexta-feira e “perdeu a consciência quase imediatamente”.

Segundo o órgão, uma equipe médica foi chamada, mas não conseguiu ressuscitar Navalny. As causas da morte ainda não foram confirmadas. 

Ele estava detido em uma prisão a cerca de 65 quilômetros a norte do Círculo Polar Ártico, condenado a 19 anos de prisão, sob um “regime especial”. 

Num vídeo da prisão em janeiro, Navalny aparecia magro e com a cabeça raspada. 

Ele alegava que a sua detenção e condenação se tratava de uma perseguição política por liderar, em 2010, a oposição contra o Kremlin. 

Entre 2011 e 2012, Navalny fomentou protestos na Rússia, fazendo campanha contra a fraude eleitoral e a corrupção governamental na gestão de Putin. Ele também investigava o círculo íntimo do presidente russo e compartilhava as conclusões em vídeos engenhosos, que obtiveram, naquela ocasião, centenas de milhões de visualizações.

Em 2013, Navalny obteve 27% dos votos para presidente da Câmara de Moscou, mesmo com as diversas suspeitas de fraude. Anos mais tarde, em 2020, Navalny entrou em coma após uma suspeita de envenenamento pelo serviço de segurança da Rússia. Ele saiu do país, rumo à Alemanha, para tratamento.

Após a recuperação, o opositor retornou à Rússia em janeiro de 2021, onde foi preso sob a acusação de violação da liberdade condicional e condenado à primeira de várias penas de prisão que totalizariam mais de 30 anos atrás das grades.

(Com informações de Reuters e AFP)

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