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Na ONU, Brasil muda política adotada há 27 anos e votará por embargo a Cuba

A decisão mostra o alinhamento do governo do presidente Jair Bolsonaro a Washington

Marcelo Camargo /Agência Brasil
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O Brasil mais uma vez se mostra alinhado aos EUA em suas posições internacionais e muda, na ONU, uma posição que vinha seguindo há 27 anos. O ministro das Relações Internacionais, Ernesto Araújo, se prepara para votar, pela primeira vez, a favor do embargo econômico, comercial e financeiro a Cuba , promovido pelos Estados Unidos desde 1962.

A ONU vem se posicionando contra o embargo desde 1992 e sempre contou com a o apoio de todos os 189 países, exceto dos EUA e de Israel.  Esse bloqueio econômico a Cuba foi  aprovado pelo Congresso americano no contexto da Guerra Fria, três anos depois da revolução socialista na ilha.

Neste ano, a mesma resolução será posta em votação na Assembleia Geral entre os dias 6 e 7 de novembro. A determinação do ministro Ernesto Araújo foi para que o Brasil vote contra o texto, mas diplomatas ainda tentam convencê-lo a optar pela abstenção.

Além de contrária ao regime socialista de Havana, o governo brasileiro está de acordo com a avaliação da Casa Branca de que Cuba dá um suporte relevante para a permanência de Nicolás Maduro no poder na Venezuela.

Alexandre Putti

Alexandre Putti
Repórter do site de CartaCapital

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