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MP do Peru investiga presidente José Jerí por tráfico de influências

Esta nova investigação contra Jerí é a segunda aberta pela Procuradoria

MP do Peru investiga presidente José Jerí por tráfico de influências
MP do Peru investiga presidente José Jerí por tráfico de influências
José Jerí, presidente do Peru. Foto: Connie France/AFP
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O Ministério Público do Peru iniciou, nesta sexta-feira 13, uma investigação preliminar pelo suposto “crime de tráfico de influências agravado” contra o presidente interino José Jerí, que teria interferido na contratação irregular de nove mulheres em seu governo, informou à AFP o MP.

A apuração é a segunda iniciada pelo MP contra o governante e ocorre enquanto o Congresso recolhe assinaturas para debater uma moção de destituição por “conduta funcional imprópria e falta de idoneidade” para exercer o cargo.

“A Procuradoria-Geral da Nação iniciou investigação preliminar contra o presidente José Jerí pelo suposto crime de tráfico de influências agravado, em prejuízo do Estado peruano”, indicaram à AFP fontes do Ministério Público.

O presidente peruano, que até o momento não se manifestou sobre esta investigação, será interrogado pelo procurador-geral Tomás Gálvez “em 2 de março às 14h30”, segundo o documento do caso divulgado pela imprensa peruana, ao qual a AFP teve acesso.

A investigação tem como objetivo determinar “se o mandatário exerceu influências indevidas nessas nomeações”. As contratações foram realizadas entre outubro e janeiro, segundo o MP.

O caso veio à tona depois que o programa jornalístico de televisão Cuarto Poder informou que cinco jovens foram contratadas no gabinete presidencial e no Ministério do Meio Ambiente após visitarem Jerí entre outubro e novembro.

A Presidência peruana qualificou há uma semana como “uso mal-intencionado e tendencioso” a informação divulgada. Denunciou ainda que as investigações jornalísticas atentam contra “a dignidade e o bom nome” das trabalhadoras envolvidas.

Esta nova investigação contra Jerí é a segunda aberta pela Procuradoria, que em janeiro iniciou uma pelo suposto crime de “patrocínio ilegal de interesses”, após uma reunião sigilosa do presidente com um empresário chinês que faz negócios com o governo.

O Peru realizará eleições gerais em abril. O País vive uma longa crise política e teve sete presidentes desde 2016.

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