Mundo
Ministro britânico da Defesa renuncia por falta de acordo com Starmer sobre investimento militar
John Healey afirmou que o governo não mobilizou os recursos necessários para defender o país em período de ‘ameaças crescentes’
O ministro britânico da Defesa, John Healey, anunciou nesta quinta-feira 11 sua renúncia ao cargo, alegando divergências com o primeiro-ministro, Keir Starmer, sobre o nível de investimento previsto para as Forças Armadas nos próximos anos.
Em carta publicada na rede social X, Healey criticou a falta de recursos destinados ao setor. “O senhor não foi capaz, e o Ministério das Finanças não quis mobilizar os recursos de que a nação precisa para defender o país neste período de ameaças crescentes”, escreveu.
A decisão ocorre após sucessivos adiamentos da Estratégia de Investimento em Defesa (DIP, na sigla em inglês), documento que deverá estabelecer as prioridades e o financiamento militar da próxima década. Segundo relatos divulgados pela imprensa britânica, os valores previstos ficaram abaixo das expectativas do Ministério da Defesa.
A saída do ministro aumenta a pressão sobre Starmer em um momento politicamente delicado. O premiê enfrenta questionamentos internos e se prepara para uma eleição suplementar considerada importante para a estabilidade de sua liderança.
Healey afirmou ter analisado a versão final do plano e concluiu que ela não atende às necessidades estratégicas do Reino Unido. Segundo ele, a proposta “fica muito abaixo do necessário para a defesa e para o país neste momento perigoso”.
O ex-ministro advertiu ainda que a falta de recursos poderá comprometer a prontidão militar, elevar riscos operacionais e reduzir a capacidade do país de responder a ameaças futuras.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.


