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Militares pressionam Morsi a deixar o poder no Egito

Chefe das Forças Armadas egípcias disse que militares aguardam as “horas finais”; especialistas veem possível golpe de Estado

Militares pressionam Morsi a deixar o poder no Egito
Militares pressionam Morsi a deixar o poder no Egito
No Cairo, opositores pedem saída de Morsi da presidência egípcia
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O comando das Forças Armadas do Egito pressionou nesta terça-feira 3 o presidente Mohamed Morsi a deixar o cargo ao prometer cobrar o ultimato dado ao mandatário para que ele atenda às reivindicações de opositores que protestam nas ruas das principais cidades do país. Em comunicado, o chefe das Forças Armadas egípcias, Abdel Fatah Al Sisi, disse que os militares aguardam as “horas finais”. No Facebook, Al Sisi disse que é “mais honroso morrer do que ver o seu povo sentir-se aterrorizado ou ameaçado”. Ele prometeu ainda que o Exército “sacrificará seu sangue pelo Egito e o seu povo contra cada terrorista, extremista ou ignorante”.

Os militares tomaram o controle do setor de notícias da TV estatal do Egito a fim de monitorar o conteúdo. Especialistas alertam para um possível golpe de Estado.

Nas ruas, há manifestantes contrários a Morsi e simpatizantes do governo. Enquanto críticos acusam Morsi de autoritarismo, simpatizantes lembram que ele foi democraticamente eleito e retirá-lo do poder é promover um golpe de Estado. Além dos militares, apoia os protestos contra Morsi o Movimento Tamarrod (cujo significado em árabe é rebelião).

Na terça-feira 2, Morsi ocupou cadeia de rádio e televisão para anunciar que está determinado a permanecer no poder. Além da pressão dos militares, especialistas apontam como causas da crise no Egito o isolamento político de Morsi e o agravamento da situação econômica interna, com inflação elevada e aumento no número de desempregados.

A crise no Egito se agravou nos últimos dias em meio a confrontos entre manifestantes e policiais e renúncias de assessores próximos a Morsi. Em menos de uma semana, seis ministros pediram demissão e os dois porta-vozes – do presidente e do primeiro-ministro – renunciaram. Na terça-feira 2, ao menos 16 morreram em conflitos e mais de 200 ficaram feridos na capital Cairo. No Sul do país, em Giza, também houve confrontos e feridos.

*Com informações da Agência Brasil

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