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Milhares de manifestantes protestam contra extrema-direita em Berlim

Mobilização contra o partido Alternativa para a Alemanha (AfD) acontece a uma semana para as eleições legislativas no país

Milhares de manifestantes protestam contra extrema-direita em Berlim
Milhares de manifestantes protestam contra extrema-direita em Berlim
Manifestantes contra a extrema-direita na Alemanha. Foto: John Macdougall/AFP
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Dezenas de milhares de pessoas protestaram, neste domingo 16, em Berlim, para repudiar a possibilidade de a extrema-direita governar a Alemanha, logo após o vice-presidente americano fazer um apelo polêmico aos partidos alemães para que não continuem condenando este segmento político ao ostracismo.

Com 30.000 participantes, segundo a polícia, e 38.000 segundo os organizadores, a mobilização contra o partido Alternativa para a Alemanha (AfD) parece diminuir faltando uma semana para as eleições legislativas no país.

Uma manifestação similar em 8 de fevereiro reuniu, em Munique, 250.000 pessoas, e outra, em 2 de fevereiro, havia concentrado na capital alemã entre 160.000 e 250.000 participantes.

O lema da manifestação de domingo em Berlim foi “Juntos somos o firewall”, uma referência ao “cordão sanitário” que os partidos tradicionais alemães mantêm desde a Segunda Guerra Mundial para repudiar qualquer cooperação nacional com movimentos de extrema-direita. No entanto, os conservadores tenham rompido recentemente o tabu, ao iniciar uma aproximação no Parlamento com o AfD.

Manifestantes contra a extrema-direita na Alemanha. Foto: John Macdougall/AFP

Na sexta-feira, em um discurso em forma de diatribe contra a Europa na Conferência sobre a Segurança, em Munique, o vice-presidente americano, JD Vance, pediu especificamente aos partidos políticos alemães, e à direita tradicional particularmente, não seguir condenando a extrema-direita ao ostracismo.

Em Berlim, muitos manifestantes se preocupam ao ver o partido AfD transformado no segundo da Alemanha após as eleições legislativas de 23 de fevereiro, quando as últimas pesquisas estimam que obteria entre 20% e 21% dos votos, atrás do partido conservador, que obteria entre 30% e 32%.

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