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Milei anuncia adiamento de plano de dolarização da Argentina

Promessa de campanha do ultradireitista não deve sair do papel antes de 2025

Milei anuncia adiamento de plano de dolarização da Argentina
Milei anuncia adiamento de plano de dolarização da Argentina
Créditos: Juan MABROMATA / AFP
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O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou ter adiado o plano de dolarização da economia do país. A informação foi dada pelo próprio político em uma entrevista ao canal CNN en Enpañol, exibida nesta domingo 31.

Segundo o ultradireitista, uma de suas principais promessas de campanha será atrasada até pelo menos 2025. A ideia é voltar ao tema após as eleições legislativas, marcadas para o ano que vem.

“Não creio que chegaremos lá antes das eleições legislativas do ano que vem”, projetou Milei na conversa.

O presidente argentino disse, no entanto, que não deixará de perseguir a promessa durante o seu mandato. “O objetivo continua a existir”, esclareceu após anunciar o adiamento.

Na entrevista ao canal, Milei reforçou, ainda, que para dolarizar a economia da Argentina ele precisará antes fechar o Banco Central do país. Essa, aliás, é outra promessa de campanha do ultradireitista.

“Podemos fazer todas as reformas que quisermos, mas se deixarmos o Banco Central viver, mais cedo ou mais tarde, políticos delinquentes vão usá-lo para roubar o povo”, afirmou ao insistir na ação.

Ele não deu datas, nesse caso, para colocar o plano em prática.

A ideia de dolarizar a economia da Argentina significa transformar a moeda norte-americana em câmbio oficial do país. A justificativa é que a dolarização poderia estabilizar a economia argentina e conter a forte inflação. O risco é não apenas a capacidade de emitir a sua própria moeda, mas o poder de controle sobre a moeda usada no país. Essa ideia, vale frisar, não é exatamente nova. Já foi, nas décadas de 1980 e 1990, parte importante do discurso do então presidente Carlos Menem. Ele, no entanto, não conseguiu colocar o plano em prática.

Para tirar a ideia do papel, além do apoio no Congresso e do fim do BC, Milei também terá que conseguir reservas de dólares, que caem ano após ano na Argentina. Ele não deixou claro, até aqui, como pretende contornar esse obstáculo.

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