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Microsoft relata aumento de operações russas de desinformação contra Kamala Harris

Um boletim divulgado no mês passado pela empresa apontava que o Irã também estaria intensificando esforços para influenciar as eleições com notícias falsas e ataques cibernéticos

Microsoft relata aumento de operações russas de desinformação contra Kamala Harris
Microsoft relata aumento de operações russas de desinformação contra Kamala Harris
Foto: Jim WATSON / AFP
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O grupo de tecnologia Microsoft anunciou que registrou o aumento do número de operações de desinformação procedentes da Rússia contra a vice-presidente dos Estados Unidos e candidata democrata à Casa Branca, Kamala Harris, com a divulgação de vídeos repletos de teorias da conspiração.

O relatório da empresa foi divulgado poucos dias após o governo dos Estados Unidos acusar a agência estatal russa RT de tentar influenciar as eleições presidenciais de novembro e anunciar sanções contra funcionários da empresa.

Desde o final de agosto, um grupo de influência alinhado ao Kremlin denominado ‘Storm-1516’ produziu dois vídeos falsos para desacreditar a campanha de Kamala Harris e seu companheiro de chapa, Tim Walz, afirma o relatório da Microsoft. As duas gravações receberam milhões de visualizações.

Um vídeo pretendia mostrar um grupo de supostos apoiadores da democrata atacando um espectador de um comício do republicano Donald Trump, enquanto o outro mostrava um ator alegando falsamente que Kamala Harris deixou uma menina paralítica depois de atropelá-la e fugir em 2011.

A segunda gravação foi divulgada em um site que simulava ser um meio de comunicação local de São Francisco, segundo o relatório.

Outro segundo grupo russo, conhecido como ‘Storm-1679’, desviou a atenção dos Jogos Olímpicos de Paris-2024 para publicar mais vídeos falsos em uma tentativa de desacreditar a candidata democrata, acrescentou a Microsoft.

O relatório da empresa foi divulgado um dia antes de uma audiência do Comitê de Inteligência do Senado sobre as ameaças estrangeiras às eleições presidenciais de 5 de novembro.

Um boletim divulgado no mês passado pela Microsoft apontou que o Irã também estava intensificando os esforços para influenciar as eleições com notícias falsas e ataques cibernéticos.

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