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México buscará outros parceiros comerciais caso tarifas dos EUA permaneçam

A presidenta Claudia Sheinbaum reforçou que esperará até domingo para anunciar medidas em resposta à taxação imposta por Donald Trump

México buscará outros parceiros comerciais caso tarifas dos EUA permaneçam
México buscará outros parceiros comerciais caso tarifas dos EUA permaneçam
A presidenta do México, Claudia Sheinbaum, em 4 de março de 2025. Foto: Alfredo Estrella/AFP
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O governo do México se mostrou aberto nesta quarta-feira 5 a buscar outros parceiros comerciais caso se mantenham as tarifas de 25% impostas pelo presidente americano, Donald Trump, às exportações mexicanas.

Em coletiva de imprensa, a presidenta Claudia Sheinbaum disse que se as tarifas permanecerem, seu governo terá de  tomar “decisões importantes para o futuro do país”, incluindo “se for necessário, outros parceiros comerciais”.

A mandatária disse que seu governo não encerrou o diálogo com os Estados Unidos, seu maior parceiro comercial e destino de mais de 80% de suas exportações.

“Fizemos nossa lição de casa e não estamos fechando as portas para o diálogo, longe disso, porque elas sempre precisam estar abertas”, disse Sheinbaum, que conversará com Trump por telefone na quinta-feira.

Sheinbaum reiterou que seu governo esperará até domingo para anunciar as medidas que tomará em resposta às tarifas. 

“Disse que havia plano A, plano B, plano C, plano D e, sim, há”, acrescentou. “Vamos esperar o que acontece daqui até domingo.”

Após a imposição das tarifas ao México, Sheinbaum disse que seu governo elenca medidas “tarifárias e não tarifárias” em represália, mas que as anunciaria em um evento no domingo no Zócalo da Cidade do México, a maior praça pública do país.

Analistas interpretaram a decisão como uma estratégia para se chegar a um acordo de último minuto com Trump.

A decisão de Trump de impor tarifas ao México ocorreu depois de uma pausa de um mês na qual o governo de Sheinbaum enviou 10.000 militares à fronteira para frear o tráfico de drogas para os Estados Unidos.

Nesse período também houve reuniões de funcionários das áreas do comércio e segurança com seus contrapartes americanos.

Além disso, o governo mexicano enviou aos Estados Unidos 29 narcotraficantes, entre eles, Rafael Caro Quintero, chamado o “Narco de Narcos”, a quem autoridades americanas requeriam pelo assassinato do agente do DEA Enrique “Kiki” Camarena.

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