Mundo
Macron propõe a Trump uma cúpula do G7 na quinta-feira em Paris, com participação da Rússia
O convite foi feito em mensagem privada, que Trump compartilhou em sua rede social
O presidente francês, Emmanuel Macron, propôs, em “mensagem privada” ao seu homólogo americano, Donald Trump, a realização de uma cúpula do G7 na quinta-feira 22 em Paris, para a qual poderia convidar “os russos à margem” do encontro.
Os europeus romperam praticamente todos os contatos com Moscou – com poucas exceções – após o início do conflito na Ucrânia em fevereiro de 2022, com o objetivo de isolar seu líder, Vladimir Putin.
Trump publicou a mensagem de Macron em sua plataforma de mídia social, Truth Social, na qual o presidente francês também propõe convidar os ucranianos, os dinamarqueses – para tratar da questão da Groenlândia – e os sírios.
A mensagem foi confirmada nesta terça-feira pela equipe do presidente francês.
“Meu amigo, estamos totalmente alinhados em relação à Síria. Podemos fazer grandes coisas no Irã. Não entendo o que você está fazendo na Groenlândia“, disse o presidente francês em sua mensagem.
Trump quer que os Estados Unidos assumam o controle da Groenlândia, uma ilha ártica estrategicamente localizada, alegando razões de “segurança nacional”, pois, segundo ele, caso contrário, a ilha será controlada pela China ou pela Rússia.
“Posso organizar uma reunião do G7 em Paris na tarde de quinta-feira, depois de Davos”, na Suíça, e “convidar os ucranianos, os dinamarqueses, os sírios e os russos para as discussões paralelas da reunião”, acrescentou Macron em sua mensagem.
O Kremlin, no entanto, disse à AFP que ainda não recebeu nenhum convite para participar das negociações em Paris.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



