Mundo
Macron alerta que ‘não haverá solução rápida e fácil na Ucrânia’
Presidente francês afirma que Donald Trump sabe que ‘os Estados Unidos não ganharão nada se a Ucrânia perder’ a guerra
O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou nesta segunda-feira 6 que não vê uma “solução rápida e fácil” para o conflito entre Rússia e Ucrânia e estimou que os ucranianos deveriam ter expectativas “realistas”.
“Não haverá uma solução rápida e fácil na Ucrânia”, disse Macron em um discurso aos embaixadores franceses. Ao mesmo tempo, ele observou que os ucranianos terão de conduzir “discussões realistas sobre questões territoriais”.
Ao mesmo tempo, ele observou que os ucranianos terão que conduzir “discussões realistas sobre questões territoriais e somente eles podem conduzi-las”, em um momento em que a Rússia, que tomou cerca de 20% do território ucraniano, multiplica as conquistas no leste do país.
As potências europeias terão, no entanto, que “construir garantias de segurança” para a Ucrânia, estimou o chefe de Estado francês.
“Os Estados Unidos devem nos ajudar a mudar a natureza da situação e convencer a Rússia a sentar-se à mesa de negociações”, acrescentou.
As especulações sobre as condições das futuras negociações de paz avançam em alta velocidade há semanas, às vésperas da tomada de posse, em 20 de janeiro, do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, que prometeu negociar rapidamente um cessar-fogo entre Kiev e Moscou, sem especificar como.
“O novo presidente americano sabe bem que os Estados Unidos não ganharão nada se a Ucrânia perder” e uma “capitulação da Ucrânia não seria boa para os europeus e americanos”, declarou o presidente da França, aliado da Ucrânia.
Kiev espera decisões fortes de Trump, mas também teme que a ajuda americana diminua, depois que o presidente eleito a considerou um desperdício.
O Kremlin rejeitou a ideia de um cessar-fogo e exige que a Ucrânia se renda, desista de quatro regiões parcialmente ocupadas pelos russos, além da Crimeia – anexada em 2014 – e renuncie à adesão à Otan. Condições que Kiev considera inaceitáveis.
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