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Lula celebra acordo da Argentina com o FMI após dívida bilionária contraída por Macri

O governo Fernández pagou nesta sexta mais de 700 milhões de dólares pela primeira parcela deste ano de uma dívida de 44 bilhões de dólares

José Mujica, Alberto Fernández, Cristina Kirchner e Lula, em Buenos Aires. Foto: Ricardo Stuckert
José Mujica, Alberto Fernández, Cristina Kirchner e Lula, em Buenos Aires. Foto: Ricardo Stuckert
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O ex-presidente Lula celebrou, nesta sexta-feira 28, o acordo anunciado pelo governo da Argentina com o Fundo Monetário Internacional.

“Fiquei muito feliz que o governo argentino, sob a liderança do meu amigo Alberto Fernández, tenha conseguido negociar um acordo em relação a dívida do país que preserva a soberania e a possibilidade de cuidar do desenvolvimento e da justiça social para o povo argentino”, escreveu nas redes o petista.

O governo Fernández pagou nesta sexta mais de 700 milhões de dólares pela primeira parcela deste ano de uma dívida de 44 bilhões de dólares.

“Quero anunciar que o governo da Argentina chegou a um acordo com o Fundo Monetário Internacional. Comparado aos anteriores que a Argentina assinou, este acordo não contempla restrições que atrasam nosso desenvolvimento”, disse o presidente em um discurso gravado. “Tínhamos uma dívida impagável que nos deixava sem presente ou futuro e agora temos um acordo razoável, que nos permitirá crescer e cumprir nossas obrigações com nosso crescimento.”

O acordo deve aliviar o ônus dos vencimentos da dívida concentrada neste ano (cerca de 19 bilhões de dólares) e em 2023 (mais 20 bilhões). Também havia outro pagamento planejado para 2024, de mais de 4 bilhões.

“Esse entendimento pretende sustentar a recuperação econômica que já começou. Prevê que não haverá queda do gasto real, mas aumento do investimento em obras públicas por parte do governo nacional. Tampouco prevê saltos de desvalorização”, acrescentou o presidente.

O acordo também estima um crescimento em 2022 de 5 bilhões de dólares em reservas internacionais, as quais somam atualmente pouco mais de 38 bilhões.

O governo Fernández iniciou formalmente suas negociações com o FMI em agosto de 2020. Ao longo das conversas, insistiu que o caminho para reduzir o déficit fiscal é o crescimento econômico, não a redução dos gastos públicos.

O FMI concedeu à Argentina em 2018, durante o governo do neoliberal Mauricio Macri, um empréstimo de 57 bilhões de dólares em meio a uma crise cambial. O país recebeu cerca de 44 bilhões, já que Fernández renunciou às parcelas pendentes quando assumiu o cargo, em dezembro de 2019.

No ano passado, após reestruturar cerca de 66 bilhões de dólares em dívidas com credores privados internacionais, o governo iniciou negociações com o FMI para substituir o acordo de stand-by de 2018 por um acerto que estendesse os prazos de pagamento.

(Com informações da AFP)

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