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Líderes internacionais se manifestam sobre ataque dos EUA à Venezuela
Mais cedo, o presidente Donald Trump anunciou que o presidente Nicolás Maduro foi capturado pelas forças armadas estadunidenses
Autoridades internacionais se manifestaram neste sábado 3 a respeito do ataque feito pelos Estados Unidos à Venezuela. Mais cedo, o presidente Donald Trump anunciou que o presidente Nicolás Maduro foi capturado pelas forças armadas estadunidenses em solo venezuelano.
O governo Espanhol publicou em nota que está em contato com lideranças da União Europeia e de países da região sobre a situação na Venezuela. O órgão, liderado pelo primeiro-ministro Pedro Sanchéz, está buscando uma “solução pacífica e negociada”. Na publicação, o governo reforça que não reconheceu os resultados das eleições de 2024, mas que sempre “apoiou iniciativas para alcançar uma solução democrática para a Venezuela”.
Gustavo Petro, presidente da Colômbia, reafirmou o compromisso com o respeito à soberania e disse ser favorável à proibição da ameaça do uso da força e a solução pacífica do conflito. Em nota, Petro anunciou que o País deve manter canais diplomáticos com os governos envolvidos.
O presidente da Argentina, Javier Milei, comemorou o ataque dos EUA à Venezuela e a captura de Maduro. Em uma publicação no X, Milei reproduziu a notícia da captura de Maduro e escreveu: “A liberdade avança”.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou “profunda preocupação” com os ataques e afirmou que eles merecem condenação. “Os pretextos utilizados para justificar estas ações são insustentáveis. A animosidade ideológica prevaleceu sobre o compromisso pragmático, bem como sobre qualquer disposição para construir relações baseadas na confiança e na previsibilidade”, publicou o órgão em nota.
Nas redes sociais, Gabriel Borich, presidente do Chile, disse que a crise entre os países precisa ser resolvida de maneira pacífica a por intermédio de diálogo, sem interferência estrangeira. Também condenou as ações militares dos Estados Unidos na Venezuela.
O presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, informou que está acompanhando a situação “com grande preocupação” e apelou para a desaceleração do conflito. “A União Europeia continuará a apoiar uma solução pacífica, democrática e inclusiva na Venezuela”, disse em nota. O governo de Portugal se somou aos apelos dos demais países em defesa de uma resolução pacífica e democrática.
Manuel Díaz-Canel, presidente de Cuba, chamou a ação de “criminosa”. “Trata-se de terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano e contra a Nossa América. Exigimos uma resposta urgente da comunidade internacional para deter esta agressão imperialista”, publicou o governo em nota.
No Brasil, o presidente Lula (PT) disse que os ataques “ultrapassam a linha do inaceitável”. Para ele, os bombardeios “representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”.
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