Mundo
Líder indígena ambientalista é assassinado na Amazônia peruana
A vítima era um dos principais defensores ambientalistas da região de San Martín e havia recebido ameaças de morte este ano
Um líder ambientalista indígena que luta contra a depredação na Amazônia foi morto a tiros na floresta do norte do Peru, informou o Governo nesta quinta-feira (30).
“Lamentamos profundamente a morte de Quinto Inuma, chefe da comunidade indígena Kichwa Santa Rosillo de Yanayacu, na região de San Martín, em consequência de um ataque covarde do qual foi vítima”, indicou o Ministério da Cultura.
A vítima era um dos principais defensores ambientalistas da região de San Martín e havia recebido ameaças de morte este ano.
O defensor ambiental foi baleado três vezes por desconhecidos na tarde de quarta-feira, quando voltava com a família para sua comunidade, após participar de uma atividade na cidade vizinha de Pucallpa.
A Polícia peruana enviou um helicóptero e agentes para iniciar as investigações do caso, segundo as autoridades.
A Associação Interétnica para o Desenvolvimento da Selva Peruana (Aidesep) condenou o assassinato e exigiu a prisão dos responsáveis.
O líder indígena ficou conhecido por se opor às ações criminosas de madeireiros ilegais que depredam as florestas e os ecossistemas da Amazônia.
Os crimes contra os defensores ambientais nativos multiplicaram-se nos últimos anos nessa extensa e remota área florestal do Peru, onde a presença do Estado é quase inexistente, e geralmente ficam impunes.
Em abril, um líder indígena conhecido por rejeitar a plantação de coca foi morto a tiros na floresta central do Peru.
Segundo a Coordenadora Nacional de Direitos Humanos, pelo menos 30 assassinatos foram cometidos contra defensores ambientais e lideranças sociais desde o início da pandemia de Covid-19.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


