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Lições portuguesas

Os resultados das eleições em Portugal oferecem algumas indicações que podem ser úteis no Brasil

O Primeiro-ministro Antonio Costa, dos socialistas, discursa durante campanha do partido nas eleições gerais portuguesas.

Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP
O Primeiro-ministro Antonio Costa, dos socialistas, discursa durante campanha do partido nas eleições gerais portuguesas. Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP
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A Folha de S.Paulo de 30 de janeiro incluía uma reportagem sobre as eleições portuguesas com a seguinte chamada na primeira página: “Após sete anos, Portugal pode tirar os socialistas do poder”. O artigo apoiava-se nos habituais comentaristas de Lisboa e todos previam um empate técnico entre o maior partido de esquerda (PS) e o maior partido de direita (PSD). Poucas horas depois o PS ganhava o pleito com maioria absoluta. Os resultados dão-nos algumas indicações que podem ser úteis no Brasil.

Primeira lição: o fracasso estrondoso das sondagens. A vitória esmagadora do PS após seis anos de governo e dois anos de pandemia é memorável e merece ser refletida. As sondagens usam uma lógica binária própria do pensamento quantitativo, hoje muito vigente na construção dos algoritmos nas redes sociais. Essa lógica não capta a ambiguidade, a complexidade, a contradição e muito menos as diferentes camadas de realidade, opinião e emoção que cada cidadão mobiliza ao tomar decisões.

Boaventura de Sousa Santos

Boaventura de Sousa Santos
Doutor em Sociologia do Direito pela Universidade de Yale e Professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Diretor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e Coordenador Científico do Observatório Permanente da Justiça Portuguesa.

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