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Kremlin diz que declarações de Zelensky sobre negociar paz diretamente com Putin são ‘vazias’

Presidente ucraniano disse estar aberto a uma conversa com o russo se essa for a única saída para encerrar a guerra

Kremlin diz que declarações de Zelensky sobre negociar paz diretamente com Putin são ‘vazias’
Kremlin diz que declarações de Zelensky sobre negociar paz diretamente com Putin são ‘vazias’
Os presidentes Vladimir Putin (Rússia) e Volodymyr Zelensky (Ucrânia). Imagem: Presidência da Ucrânia e Alexander Kazakov/Pool/AFP
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O Kremlin considerou nesta quarta-feira 5 “vazias de significado” as declarações do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky sobre negociar pessoalmente com Vladimir Putin o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia. As declarações do ucraniano foram dadas em uma entrevista ao canal do YouTube “Piers Morgan Uncensored”, publicada na terça-feira 4.

“Se esta é a única maneira de levarmos a paz aos cidadãos da Ucrânia […], definitivamente iremos por esta configuração”, disse Zelensky ao jornalista britânico Piers Morgan ao ser questionado sobre a possibilidade de ter uma conversa direta com o presidente russo.

A Rússia, instada a comentar a entrevista de Zelensky, afirmou não acreditar na possibilidade. “O fato de estar pronto deve basear-se em algo e, no momento, não podemos considerar mais do que palavras vazias de significado”, disse o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov.

O ‘efeito’ Trump

O retorno de Donald Trump à Casa Branca é um dos fatores que pode ter impactado na mudança de postura do ucraniano sobre negociações diretas com Putin.

Por muito tempo, Zelensky rejeitou a ideia de abrir essa conversa, alegando que queria lutar contra a Rússia no campo de batalha e recuperar os territórios ocupados.

No últimos meses, porém, a Ucrânia perdeu novos terrenos, principalmente na frente oriental, para tropas russas mais numerosas e melhor armadas. A chegada de Trump ampliou as preocupações: Kiev teme que o governo do republicano cesse a ajuda militar e financeira essencial dos Estados Unidos.

(Com informações de AFP)

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